Início Histórias As 20 melhores mentiras para contar a turistas em Lisboa

As 20 melhores mentiras para contar a turistas em Lisboa

Eles não vão largar Lisboa e ainda bem - temos tanto para contar sobre tudo o que não precisam saber. Eis as melhores mentiras para turistas em Lisboa.

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A EMEL explicada aos estrangeiros

Em Lisboa, se ficar muito tempo parado no passeio corre o risco de ser bloqueado pela EMEL. A empresa que fiscaliza o estacionamento na cidade adotou uma postura de “tolerância zero”  que levou inclusive ao bloqueamento de algumas estátuas, manequins e ornitólogos de pescoço erguido a tentar avistar caturritas, periquitos-de-colar e maritacas.

Em Julho, um grupo de turistas espanhóis que estava a posar para uma fotografia foi bloqueado e no mês seguinte o mesmo aconteceu a um filatelista que se demorou muito tempo a pagar contas no multibanco.

A extrema competência dos CTT

Veio de férias para Lisboa e não tem dinheiro para voltar a casa? Escreva o seu endereço nas costas da mão, vá uma balança dos Correios pesar-se e pague o selo correspondente.

Depois é só esperar junto a um marco do Correio por um funcionário dos CTT que o levará a casa no banco de trás de uma vélosolex, um tipo de bicicletas a pedais em que os correios portugueses investiram muito na década de 70.

Metropolitano de Lisboa zela pela saúde dos cidadãos

O desconforto, os atrasos e as greves nos Metropolitano de Lisboa fazem parte de um conjunto de medidas da Câmara, que, em conjunto com o Ministério da Saúde, procura promover o exercício físico junto dos cidadãos.

Os preços elevados dos bilhetes da Carris têm também um papel importante no combate à obesidade, diabetes e sedentarismo ao incentivar os lisboetas a andar pé.

Para tornar estas medidas mais eficazes, a Câmara Municipal de Lisboa inventou uma série de obras em zonas movimentadas para demover todos os preguiçosos que insistem em andar de carro.

A pastelaria Suíça e a geopolítica internacional

A pastelaria Suíça, no Rossio, manteve-se neutra durante as duas grandes guerras mundiais. Isso significa que deixou de vender Húngaros entre 1914 e 1918 por não se querer associar ao Império Austro-Húngaro e à Tríplice Aliança.

Os Russos estiveram banidos apenas até Outubro de 1917, altura em que a Revolução Bolchevique provocou uma saída da guerra e fez com que os lisboetas pudessem voltar a comer aquele bolo à base de massa folhada e chantilly.

Mais problemas tiveram os fãs de duchaisses, cujo fabrico foi suspenso durante o primeiro conflito global e o segundo. O mesmo aconteceu com os palmiers, éclairs e crepinettes. Durante este período, bolos como o rim, esquimó ou indiano prosperaram.

O bolo inglês saiu das montras, pondo em causa a boa relação entre Portugal e o Reino Unido. Neste particular o governo português foi obrigado a intervir, esclarecendo junto do diplomata britânico que nunca ninguém gostou realmente daquele bolo.

Toda a verdade sobre a Baixa Pombalina

A planta em quadrícula da Baixa pós-terrramoto é, na verdade, uma réplica à escala de um tabuleiro da Batalha Naval. A maquiavélica invenção do Marquês de Pombal permitiria ao déspota atacar facilmente edifícios onde estivessem alojados membros da oposição.

O cruzamento da Rua de São Nicolau e a Rua dos Fanqueiros correspondia à quadrícula F6, por exemplo. Para atacar esse edifício, o Marquês teria apenas de erguer uma bandeira no Castelo de São Jorge com essa letra e esse número, ordenando um ataque da Marinha Portuguesa.

Autor: Luís Leal Miranda
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