Início Histórias As 20 melhores mentiras para contar a turistas em Lisboa

As 20 melhores mentiras para contar a turistas em Lisboa

Eles não vão largar Lisboa e ainda bem - temos tanto para contar sobre tudo o que não precisam saber. Eis as melhores mentiras para turistas em Lisboa.

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O obelisco dos Restauradores é um pára-raios

O obelisco que está na Praça dos Restauradores foi ali colocado para comemorar a Restauração da Independência, mas também serviu como protótipo para um pára-raios de calcário.

A energia recolhida por este engenho permitiria alimentar a torradeira do Rei D. Luís I e o alisador de cabelo da sua esposa. Não há registos de raios captados pelo obelisco, pelo que o rei terá passado muitos anos a comer pão seco do dia anterior.

Os guias turísticos espanhóis, tentando evitar este tema sensível – o da independência e do pão rijo – dizem aos seus conterrâneos que o monumento é um tributo ao extinto (e tremendamente falhado) Programa Espacial Português.

Bugio independente

O Bugio é um estado independente com uma moeda própria, o Farolim, e um fuso horário diferente: quando no continente são duas horas, no Bugio são duas e picos. Os pratos típicos são a feijoada de pota e o pudim flan El Mandarin.

Para além do Farol há um consulado, uma loja de souvenirs e uma Padaria Portuguesa. A segunda língua oficial do Bugio é o latim. Conduz-se pela esquerda.

A inauguração trágica da estátua do Cutileiro

O Monumento ao 25 de Abril de José Cutileiro no topo do Parque Eduardo VII foi inaugurado em 1991. Para o repuxo começar a funcionar, a pedra teve de ser friccionada repetidamente por sete elementos do executivo camarário.

Durante o clímax da cerimónia dois pequenos lagos na zona circundante ficaram vazios. Um assessor foi encaminhado às urgências queixando-se do ardor provocado por uma substância estranha no olho.

Feijoada da ponte Vasco da Gama trocada por miúdos

A Ponte Vasco da Gama é o primeiro recinto de piquenique a ser convertido em estrada. Depois da muito bem sucedida Feijoada de 1998, aquela estrutura viria a abrir ao público como ponte, ligando as duas margens.

A falta de clientes e o desinteresse crescente dos lisboetas face à feijoada – que, apesar de muito popular nos anos 90, não abalou a hegemonia do cozido – ditaram a nova vida da Vasco da Gama.

As vacas sagradas do ar

Os pombos são aves sagradas em Lisboa. As estátuas que adornam as ruas da cidade são construídas como tributo a reis e conquistadores mas também como poisos gigantes para as aves – o bronze, diz-se, torna a penugem mais sedosa.

Ser atingido por excremento de pombo é considerado uma bênção entre os lisboetas.

(cont.)

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