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As 20 melhores mentiras para contar a turistas em Lisboa

Eles não vão largar Lisboa e ainda bem - temos tanto para contar sobre tudo o que não precisam saber. Eis as melhores mentiras para turistas em Lisboa.

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As 20 melhores mentiras para contar a turistas em Lisboa
As 20 melhores mentiras para contar a turistas em Lisboa

As 20 melhores mentiras para contar a turistas em Lisboa

Ainda não se falava em “alternative facts” e nós já andávamos aqui a inventar “verdades facultativas”, pedaços de uma olisipografia apócrifa ou razões para fazer crescer o nariz do Pinóquio.

E já que os turistas, essa tribo errante, não vai levantar acampamento tão cedo, temos muito tempo para lhes contar tudo aquilo que eles não precisam de saber.

Eis as nossas mentiras preferidas para contar a turistas.

A verdadeira história da Feira Popular

A Feira Popular de Lisboa foi criada no início do século XX como resposta de um grupo de empresários à Feira Impopular, um certame organizado pelo Grupo Satanista de Lisboa.

Na Feira Impopular havia um Museu de Cera (dos Ouvidos), uma Montanha (de Salada) Russa, uma Roda Gigante (dos Alimentos) e uma Casa (de Banho) Assombrada.

Percebe-se que a Feira Impopular era um negócio de família porque tudo está entre parentes. Havia ainda um Comboio (Literalmente) Fantasma que nunca ninguém viu.

O metropolitano é uma montanha russa horizontal

A linha verde do metropolitano é uma das mais frequentadas da cidade. No entanto, nela circularam durante muito tempo apenas três carruagens e, mesmo hoje, a frequência com que passa o metro é muito reduzida. Porquê?

Não, não se trata de uma homenagem à indústria conserveira nacional ou de uma grande campanha de sensibilização para o uso de desodorizante. A razão pela qual o metro é um aglomerado espesso de seres humanos é outra: as poucas carruagens e baixa frequência permitem ao metro estar registado como um divertimento de feira em vez de um meio de transporte.

Isso implica uma grande quebra de impostos e menos despesas para a empresa que gere o metro. E faz da linha verde a montanha russa mais desconfortável e aborrecida do mundo.

Antes do D. Maria II houve um D. Maria I

O Teatro D. Maria II tem esse nome porque foi o segundo a ser erguido naquele lugar. O D. Maria original foi destruído num incêndio em 1964, daí a necessidade de erguer uma réplica à qual não se mudou o nome – apenas se acrescentou o “2”, em jeito de sequela.

Já o Parque Eduardo VII tem outra história. Escreve-se “Eduardo VII” mas lê-se “Eduardo UII”, porque até ao século XVII não havia distinção fonética entre a letra “V” e “U”. É que o projecto para o Parque Eduardo era tão megalómano que toda a gente exclamava, “Esse Parque Eduardo? UIIIII!”. Daí o nome.

As estátuas de Lisboa são todas recicladas

A maior parte das estátuas da cidade são manequins reciclados das montras de outros séculos. O Camões, do Largo Camões, estava na vitrine de uma óptica especializada em palas e monóculos – uma ciclóptica, portanto.

O Fernando Pessoa em frente à Brasileira servia de modelo no interior de uma conhecida loja de mobiliário de jardim. E o Infante D. Henrique, na proa do Padrão dos Descobrimentos, ganhou nova vida na estatuária lisboeta depois de ter sido preterido por uma loja de chapéus.

Se o menu não tem os preços da comida, é porque ela é barata

Os lisboetas comem pastéis de bacalhau com queijo da serra todos os dias ao pequeno almoço. Os restaurantes com fotografias no menu são os melhores. Se o empregado não lhe disser os preços da comida é porque ela é barata.

Se procura um sítio para jantar espere que um empregado a fazer malabarismos com o menu o convide usando quatro idiomas diferentes. Os pastéis de nata sabem a nata, os pastéis de belém têm um forte travo a belém.

Peça a sua sardinha sem espinhas e o empregado terá todo o gosto em arranjar-lhe o peixe.

(cont.)

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