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A Guerra dos Tronos Portuguesa

Também nós, em Portugal, tivemos não UMA, mas DUAS guerras dos tronos. Foram guerras à séria e tanto numa como na outra, um irmão roubou o trono ao outro.

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D. Sancho não acatou as ordens da Santa Sé e recusou separar-se de D. Mécia, pela qual nutria um amor enfeitiçado . Manteve uma luta com o irmão, de 1245 a 1248, mas perdeu esta guerra no dia em que lhe raptaram a mulher, com a possível conivência desta, que se passou para o lado do cunhado.

Rapto da rainha D. Mécia de Haro

Louco, D. Sancho pôs-se a caminho para salvar a mulher do rapto, deixando o caminho aberto ao irmão Afonso e o trono vazio. Enquanto isto, Afonso ter-se-á dirigido, com as suas tropas, para o castelo do rei, seu irmão, e ocupou-lhe o trono.

Deposto, abandonado e humilhado, D. Sancho retirou-se para Toledo, para o exílio, onde morreu em 1248. Apenas com a morte de D. Sancho II passou D. Afonso a denominar-se Afonso III (1248-1279).

Morte de D. Sancho II

D. Afonso III ganhou esta guerra dos tronos!

A segunda guerra dos tronos à portuguesa aconteceu no século 17, quando Pedro II roubou o trono ao irmão, o rei D. Afonso VI. E roubou-lhe ainda literalmente a mulher, a rainha D. Maria Francisca de Saboia, sua cunhada, totalmente conivente com toda esta conspiração.

Vamos esmiuçar a 2ª guerra dos tronos em Portugal.

Segunda guerra dos tronos à portuguesa

O rei que arrebatou a coroa ao irmão e lhe roubou a mulher

Este foi provavelmente um dos mais escandalosos e desonrados episódios da História de Portugal.

D. Afonso VI

D. Afonso VI (1643-1683) tornou-se rei de Portugal devido à morte prematura do seu irmão mais velho, D. Teodósio, filho primogénito de D. João IV e de D. Luísa de Gusmão.

Para além de impreparado para as práticas da governação, pelo facto de a coroa não lhe ter sido destinada primeiramente (D. Afonso era o sexto filho do casal régio), sofrera este infante, entre os três e os quatro anos, de uma doença que o veio a marcar física e mentalmente para o resto da vida.

D. Maria Francisca de Saboia

«Apanhado» do lado direito do corpo, padecia ainda de defeitos que o impediam de ter relacionamentos íntimos. Ainda assim e chegada a hora, foi chamado a casar-se com a noiva escolhida pelo reino, a francesa D. Maria Francisca de Saboia.

Casaram-se no verão de 1666, mas o enlace viu os dias contados. O permanente desinteresse do rei e a sua fuga constante do leito da mulher aproximou a rainha do cunhado, D. Pedro, irmão do rei, iniciando-se possivelmente um relacionamento secreto entre eles.

Quinze meses após o casamento com D. Afonso VI, a rainha fugiu do palácio e refugiou-se no Convento da Esperança, alegando publicamente que o marido ainda não consumara o casamento. A partir do convento, endereçou à Relação Eclesiástica de Lisboa o pedido de anulação do casamento alegando a não consumação do matrimónio.

(cont.)

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