Início Tradições 9 Receitas Conventuais originais do séc. XVIII

9 Receitas Conventuais originais do séc. XVIII

A doçaria conventual constitui um dos mais ricos exemplos do nosso património gastronómico e estas receitas conventuais originais são uma verdadeira relíquia.

_

9 Receitas Conventuais originais do séc. XVIII
Manjar Celeste – 9 Receitas Conventuais originais do séc. XVIII

Receita de Manjar Celeste

9 Receitas Conventuais originais do séc. XVIII
Manjar Celeste – Imagem meramente ilustrativa – 9 Receitas Conventuais originais do séc. XVIII

Convento de Santa Mónica, Especialidade dada por nossa irmã sóror Teresa de Santa Rita.

  • 250 g. de requeijão
  • 250 g. de açúcar
  • 6 gemas

Ponha o açúcar em ponto de fio, deite-lhe o requeijão ralado. Em fervendo, tire do lume e deite as 6 gemas. Torna a ir ao lume a ferver outra vez.

Tira-se então do lume e deita-se em tigelinhas de barro, pequenas.

Deixa-se arrefecer e vai ao forno a alourar.

Ponto de fio: Leva-se o açúcar ao lume com um terço do peso de água e deixa-se ferver até fazer ponto de fio (101 C). Ou seja, quando, ao pôr uma gota de açúcar da calda entre os dedos polegar e indicador, se formam ténues fiozinhos ao afastar os dedos.

9 Receitas Conventuais originais do séc. XVIII
Pão de Rala com azeitonas – 9 Receitas Conventuais originais do séc. XVIII

Receita de Pão de Rala com azeitonas

9 Receitas Conventuais originais do séc. XVIII
Pão de Rala com azeitonas – Imagem meramente ilustrativa – 9 Receitas Conventuais originais do séc. XVIII

(das nossas irmãs do Convento de Santa Helena do Calvário), dada pela irmã sóror Umbelina Inez de Jesus.

Para 6 Ralos

  • 450 g de amêndoa
  • 900 g de açúcar
  • 18 ovos
  • 450 g de chila para recheio

Um salamim de azeitona

  • 125 g de amêndoa
  • 225 g de açúcar
  • 2 ovos
  • e uma pequena porção de cacau em pó.

Deite num tacho o açúcar e uma pequena porção de água. Deixe ferver até chegar ao ponto de cabelo e tire do lume. Rale a amêndoa, junte-lhe os dois ovos com as claras, e misture tudo muito bem. Deita-se a massa no tacho. Vai novamente ao lume até dar consistência não devendo deixar secar muito. Tire novamente do lume e deixe arrefecer bem.

Noutro tacho, deite 250 g de açúcar, o qual se deixa ferver até fazer ponto de pasta. Neste açúcar, formam-se então as vulgares folhas de ovos e, no açúcar que fica, deita-se o recheio de chila e mais 4 gemas, indo seguidamente ao lume a ferver um bocadinho.

Quando frias as duas preparações, tenda os pães desta maneira: com farinha divida o maçapão em 12 bocados, 6 maiores que são os fundos, e 6 mais pequenos que são as tampas. Nos maiores faça uma cavidade onde se deita uma camada de folhas, outra de chila e uma terceira de folhas, após o que se tapam. Ajeite de maneira a formar um pão arredondado. Tendidos os 6 ralos, vão ao forno muito quente, mas só para alourar, em tabuleiro untado com manteiga de porco e de vaca.

Ponto de cabelo: Leva-se o açúcar ao lume com um terço do peso de água e deixa-se ferver até fazer ponto de cabelo (103 C). O ponto de cabelo consegue-se quando, ao pôr uma gota de açúcar da calda entre os dedos polegar e indicador, se formar um ou mais fiozinhos ao afastar os dedos.

9 Receitas Conventuais originais do séc. XVIII
Bolo do Paraíso – 9 Receitas Conventuais originais do séc. XVIII

Receita de Bolo do Paraíso

9 Receitas Conventuais originais do séc. XVIII
Bolo do Paraíso – Imagem meramente ilustrativa – 9 Receitas Conventuais originais do séc. XVIII

Especialidade do Convento de Nossa Senhora do Paraíso

  • 1350 g de açúcar em ponto de cabelo
  • 450 g de amêndoa ralada
  • 15 gemas de ovo, sendo 5 com claras
  • 125 g de pão ralado
  • canela

Prepare o açúcar em ponto de cabelo, deixe arrefecer um pouco e adicione-lhe a amêndoa ralada. Vai ao lume até espessar (fazer castelo pequeno). Depois de frio, junte as gemas. Bater tudo muito bem e vai novamente ao lume até engrossar e fazer castelo pequeno.

Torne a retirar e misture o pão ralado e a canela, envolve-se levemente as claras em castelo, sem bater, e coze-se em forno moderado em forma bem untada.

Depois de frio, cobre-se com glacê de açúcar ou empoa-se com icing sugar.

Ponto de cabelo: Leva-se o açúcar ao lume com um terço do peso de água e deixa-se ferver até fazer ponto de cabelo (103 C). Isto é, quando, ao pôr uma gota de açúcar da calda entre os dedos polegar e indicador, se formar um ou mais fiozinhos ao afastar os dedos.

_

2 COMENTÁRIOS

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.