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8 mitos sobre o coração: verdade ou mentira?

Os preconceitos devem ser combatidos. Saiba informação vital sobre o coração. Descubra se estes 8 mitos sobre o coração são verdade ou mentira.

mitos sobre o coração
8 mitos sobre o coração: verdade ou mentira?

Descubra se estes 8 mitos sobre o coração são verdade ou mentira. O coração é um órgão especial. É uma inspiração para uma visão romântica do mundo, estando presente em diversas obras de arte (pintura, música, literatura). Qualquer casal que atravesse uma fase mais apaixonada, certamente já caiu no ridículo (“Todas as cartas de amor são / Ridículas. / Não seriam cartas de amor se não fossem / Ridículas)… Mas, afinal, / Só as criaturas que nunca escreveram / Cartas de amor / É que são / Ridículas.) de desenhar um coração, de forma a simbolizar o amor que une o casal.

No entanto, este órgão tão inspirador está ligado a diversos mitos, nomeadamente nas redes sociais, não faltam exemplos de muitos mitos sobre o coração que, por muito que sejam repetidos, não são, nem nunca serão verdadeiros.

Esses mitos também se multiplicam em conversas de café. Por isso, convém perceber se está perante esses mitos, de forma a preservar a boa saúde do seu coração. Quer saber mais?


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8 mitos sobre o coração: verdade ou mentira?

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8 mitos sobre o coração: verdade ou mentira?

Está condenada a sofrer de problemas no coração, uma pessoa com histórico familiar de doença cardíaca.

Não.

Não é verdade que uma pessoa que tenha um histórico familiar de doença cardíaca esteja “condenada” a tal. Mesmo havendo na família um problema desses, há formas de reduzir o risco.

Se não se podem mudar os genes, podem mudar-se outros fatores que contribuem para tornar um evento trágico menos provável. É necessário ter o apoio e a colaboração de um especialista ao longo do processo.

Informe o médico de todos os eventos que possam interferir neste campo da sua saúde, de modo a que o seu organismo seja vigiado, nomeadamente os valores da tensão arterial, os níveis de colesterol, os níveis de glicemia.

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8 mitos sobre o coração: verdade ou mentira?

Sexo é perigoso para o coração.

Não.

O sexo por si só não é perigoso para o coração. Se a ele estiverem associadas algumas drogas, então estas é que se revelam perigosas para o coração. O ato sexual não só é permitido, como até é frequentemente recomendado pela comunidade médica.

Mesmo num contexto de doença cardíaca não estabilizada, deve fazê-lo, respeitando sempre as orientações do seu médico. O sexo promove o aumento da frequência cardíaca, tal como o exercício moderado. Ambas são atividades importantes para a saúde.

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As doenças cardíacas só afetam os homens.

Não.

Se é verdade que o homem é mais afetado em qualquer idade do que a mulher, é também verdade que a mulher, após a menopausa, fica particularmente vulnerável às doenças cardíacas.

As mulheres são afetadas pelas doenças do coração, só que estas apenas se manifestam mais tarde. Sabia que a principal causa de morte feminina em Portugal até são as doenças cardiovasculares?

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8 mitos sobre o coração: verdade ou mentira?

Beber vinho diariamente faz bem ao coração.

Verdadeiro.

Mas, só se for tinto, e se for bebido com moderação!

O vinho tinto é uma bebida que é rico em polifenóis e resveratrol, componentes que geram benefícios. Se for bebido em excesso, o consumo de vinho gera problemas para o coração, nomeadamente o estreitamento das artérias, as arritmias e o risco cardiovascular.

Mas se beber um copo de vinho tinto por dia, quantidade máxima recomendada, então esta bebida gera diversos benefícios para a saúde.

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Não é enfarte, se não se sentir uma dor forte no peito.

Não.

O sinal mais associado ao enfarte é essa sensação de aperto, pressão ou dor no peito. Contudo, não é obrigatório que assim seja. Nem sempre acontece dessa forma, podem desenvolver-se outros sintomas.

O problema cardíaco pode evoluir de forma mais subtil, manifestando-se num mero desconforto no pescoço, nos braços ou no estômago. Pode também apresentar-se como falta de fôlego, náuseas, vómitos ou suores frios.

Se sentir quaisquer sintomas deste género, deve levar a sério. Se suspeita que o mesmo está relacionado com enfarte, deve ou devem ligar para o 112.

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8 mitos sobre o coração: verdade ou mentira?

Em termos de melhoria da saúde, para quem já fuma há muitos anos, é indiferente parar.

Falso.

Mesmo que se fume por muitos anos, parar é sempre positivo. Por muitos anos que tenha de vício e por muitos danos que tenha causado ao seu organismo, é sempre uma opção saudável parar de fumar. Nunca é tarde de mais para deixar o cigarro.

Eliminar o tabaco retira um fator de risco que tem relevância para doenças como o AVC ou o enfarte. Fumar gera o endurecimento das artérias (aterosclerose). Demora o seu tempo, mas deixar de fumar vai reduzindo esse risco. No espaço de apenas dois anos sem tabagismo, o risco de doença cardiovascular de um ex-fumador iguala o nível de risco de um não fumador.

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8 mitos sobre o coração: verdade ou mentira?

Enquanto somos jovens, não corremos o risco de sofrer de doenças do coração.

Falso. 

É um mito perigoso os jovens acharem que, pela sua idade, estão imunes a estes problemas. Tal, leva a que corram mais riscos que se podem revelar nefastos. Sendo verdade que após os 60 anos é mais comum surgirem estas patologias, os jovens não são imunes a elas.


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O que dita a saúde do coração são os hábitos de vida. Além disso, alguns problemas aumentam o risco de vir a sofrer de doença cardíaca, nomeadamente colesterol elevado, obesidade e diabetes tipo II.

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8 mitos sobre o coração: verdade ou mentira?

O coração é prejudicado pela atividade física, pela prática de desporto.

Falso.

O coração é um músculo. Apesar de ser o músculo mais importante do corpo humano, não deixa de ser um músculo. E, assim sendo, deve ser exercitado. Apesar de elevar o ritmo cardíaco, o exercício físico gera benefícios que se revelam valiosos para a saúde do coração. Deste modo, melhora o colesterol e regula a tensão arterial.

Deve, contudo, haver moderação e aumentar, gradualmente, a intensidade da preparação. Deve também falar com um médico e pedir o seu aconselhamento acerca deste tópico, tendo em conta a sua condição.

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