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Língua portuguesa: 5 erros de português que afetam a credibilidade

Existem erros de português que são tão comuns, repetidos por tanta gente que, quando somos confrontados com eles, até duvidamos: 5 erros de português que afetam a credibilidade.

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Língua portuguesa: 5 erros de português que afetam a credibilidade

Confira 5 erros de português que afetam a credibilidade. Existem erros de português que são tão comuns, repetidos por tanta gente que, quando somos confrontados com eles, até duvidamos. Será que é mesmo um erro? Mas eu sempre li e ouvi assim! Por vezes, somos confrontados com erros que damos tão frequentemente que duvidamos mesmo da credibilidade da fonte que nos faz confrontar com essa realidade.

Estivemos errados a vida toda! Esta será a reação de muitas pessoas a erros que são constantemente cometidos por muita gente. São erros de português, erros de palmatória, que devem ser evitados, pois estragam a mensagem do que dizemos ou escrevemos.

Língua portuguesa: 5 erros de português que afetam a credibilidade

Erros comuns

Existem palavras erradas (entre elas, palavras inventadas) que são pronunciadas de forma errada tão frequentemente que são tidas por boa parte das pessoas como sendo corretas quando, na verdade, estão longe de o ser.

Alguns desses termos poderão surpreender e “enganar” mesmo os que não são de andar distraídos. Fique a conhecer alguns dos erros mais comuns que estragam a reputação que tanto custa a criar. No entanto, basta um pouco de conhecimento da língua portuguesa para conseguir erradicar estes erros do seu quotidiano!

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Imagine o seguinte diálogo entre o Carlos e o Pedro, em que o primeiro convida o segundo a ir a sua casa:

Carlos: — Caro amigo, hades passar um Natal em minha casa! Queres vir este ano?

Pedro: — Claro que sim! Adoro a comida da tua mãe! Mas não quero ser um impecilho

Carlos: — Então, és bemvindo!

Pedro: — Não ir seria uma perca irreparável. Conta comigo!

Carlos: — Concerteza que passaremos um bom momento!

Neste curto e simples diálogo, estão 5 erros comuns que estragam a reputação dos intervenientes e que, se forem repetidos por qualquer um de nós, revelam-se igualmente destrutivos para a nossa credibilidade. Os erros sublinhados são: hades, impecilho, bemvindo, perca e concerteza.

Hás de

Segundo a mitologia grega, Hades é o nome do deus do mundo inferior e dos mortos.

Contudo, Hades não pode (e não deve) ser confundido com “hás de”, que é a conjugação do verbo haver, mais especificamente da 2ª pessoa do singular do presente do indicativo, com a preposição “de”.

Assim, o verbo haver atua como auxiliar e é conjugado em todas as pessoas, tendo como significado: ser obrigado a, pretender, desejar.

Nota: Após a adesão ao novo Acordo Ortográfico, as formas flexionadas “hei de”, “hás de”, “há de” deixaram de ser hifenizadas, ou seja, perderam o hífen (deixando de ser “hei-de”, “hás-de”, “há-de”).

Empecilho

Impecilho não existe; é um erro ortográfico. “Impecilho”, apesar de ser muito usado, é um termo que não existe no vocabulário português. Esta palavra é, seguramente, uma “confusão” com a palavra empecilho, que vem do castelhano impecillo.

Empecilho significa algo ou alguém que estorva, que é tida como obstáculo ou impedimento.

Bem-vindo

A palavra Benvindo (ao contrário de Bemvindo) existe e pode ser um nome ou apelido de uma pessoa ou várias. No entanto, é errado usar esse termo, quando se pretende fazer uma saudação de acolhimento.

Deve dizer-se “Seja bem-vindo!” e não “Seja Benvindo”. Só a primeira opção é válida para aqueles que recebem bem as pessoas que acolhem na sua casa. E, se receber em casa um Sr. Benvindo, então deve dizer “Seja bem-vindo, Sr. Benvindo”.

Para passar a mensagem de que a pessoa é muito bem acolhida, recebida com prazer na sua casa, diga apenas “Seja bem-vindo!”. Assim, bem-vindo é o termo usado para saudar ou cumprimentar visitantes e hóspedes e uma forma de manifestar satisfação e apreço pela sua presença na nossa casa.

Com certeza

Concerteza é um erro ortográfico. Não existe na língua portuguesa. “Concerteza” não existe no vocabulário português. Deve escrever-se sempre em separado, com certeza.

A separação deve ser feita tanto em “com certeza”, com o significado de certamente, como em “de certeza”, que tem o significado de “sem dúvida”, pois “certeza” é a qualidade do que é certo. Certeza expressa firmeza no que se afirma, convicção.

Quando se diz algo com certeza, expressa-se uma coisa que é tida como certa, uma coisa que é evidente. Certeza é estado de espírito que é caraterizado pela crença de que se está na posse da verdade.

Perca

Esta palavra existe e é referente a uma determinada espécie de peixe. No entanto, quando é usada no sentido do verbo perder, é frequentemente mal aplicada. Podemos dizer que “quero que a seleção da Argentina perca sempre”. No entanto, é errado dizer que “a lesão do Neymar representa uma perca enorme para a seleção do Brasil”.

Perda é um substantivo feminino que pressupõe a falta de algo, o extravio. Se determinada coisa desaparece, é porque foi desviada por alguém, logo dizemos que “a perda do meu relógio é uma tragédia”.

Perca é a forma conjugada do verbo “perder”, quer na 1ª quer na 3ª pessoa do singular do presente do conjuntivo (em Portugal), que é o subjuntivo (no Brasil), e também na 3ª pessoa do singular do imperativo.

Presente (conjuntivo/ subjuntivo [br])

Que eu perca
Que tu percas
Que ele/ela perca
Que nós percamos
Que vós percais
Que eles/elas percam

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