_
2 – Ninguém sabe quando morreu Camões

Apesar de ter eternizado os feitos históricos portugueses e de ter exaltado o espírito aventureiro da “ocidental praia lusitana”, de Luís de Camões diz-se que terá morrido na miséria e sem a consideração que merecia após lançar Os Lusíadas. Em que ano? Essa é mais uma incógnita que assombra a história do poeta português.
Só terá havido uma pessoa preocupada em oferecer um túmulo mais digno a Luís Vaz de Camões: D. Gonçalo Coutinho, um fidalgo que mantinha amizade com o poeta. Foi ele quem mandou construir uma lápide de mármore na Igreja de Sant’Ana, onde se diz ter sido sepultado para ficar perto do local onde vivia a mãe. O amigo do poeta mandou gravar as palavras:
Aqui jaz Luís de Camões. Príncipe dos poetas do seu tempo. Viveu pobre e miseravelmente e assim morreu, no ano de 1579. Esta campa lhe mandou aqui pôr D. Gonçalo Coutinho, na qual não se enterrará pessoa alguma.
Foi desta informação que veio o erro que se perpetuou na história: a morte de Camões foi tão pouco notada que ninguém se deu conta do verdadeiro ano em que o poeta perdeu a vida. A data verdadeira terá sido descoberta quando os historiadores tiveram acesso ao documento que Filipe I de Portugal entregou à mãe de Camões, onde a morte do poeta é datada em 1580.
(cont.)























































[…] Ilha dos Amores que não vem nos Lusíadas. Ao contrário desse oásis de terra no Oceano, com que Camões entendeu eternizar os feitos portugueses nos Descobrimentos, esta está bem ao nosso alcance. E […]
[…] novo reino, sendo que foi no século XV, através dos descobrimentos portugueses que a língua de Camões se foi ampliando e espalhando pelos vários pontos do Globo. […]