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25 curiosidades sobre o 25 de Abril de 1974 que tem de conhecer

Conheça 25 curiosidades sobre o 25 de Abril de 1974. Sabia que o regime do Estado Novo foi um dos mais longos regimes autoritários da Europa?

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Mais 15 curiosidades sobre o 25 de abril de 1974

1 – Portugal viveu cerca de 48 anos sob ditadura, quase meio século, realidade que só viria a ser alterada com o 25 de abril de 1974.

2 – Vasco Lourenço – um dos protagonistas da Revolução dos Cravos e Presidente da Associação 25 de Abril – conta que a ideia de um golpe de Estado foi partilhada por si e Otelo Saraiva de Carvalho às 02h da madrugada, enquanto trocavam um pneu que havia furado.

3 – Antes do golpe militar, foi formado o Movimento das Forças Armadas, o qual era composto por uma série de militares, que se encontravam clandestinamente e, durante algum tempo, debateram a melhor forma de pôr termo à guerra e à ditadura.

4 – Já a 16 de março de 1974 houve uma tentativa de golpe, a qual teve de ser abortada, devido a uma rebelião ocorrida em Lamego, “adiando-se” a grande revolução em 1 mês e alguns dias.

5 – Há duas músicas tidas como as senhas da revolução: “E depois do adeus”, de Paulo de Carvalho, emitida às 22h55 do dia 24 de abril, na Emissores Associados de Lisboa. E, mais tarde, às 0h25 do dia 25 de abril, a canção “Grândola, Vila Morena” de Zeca Afonso, emitida pela Rádio Renascença. Estavam dados os sinais para o avanço das tropas para Lisboa.

6 – Em Lisboa, o Regimento de Engenharia 1, na Pontinha foi liderado por Otelo Saraiva de Carvalho e outros 5 oficiais. O movimento vindo da Escola Prática de Cavalaria de Santarém foi comandado por Salgueiro Maia, tendo sido desviado para o Largo do Carmo.

7 – A história mais contada sobre o porquê desta revolução ter ficado conhecida como a revolução dos cravos é a seguinte. Celeste Caeiro era empregada de um restaurante na zona do Marquês de Pombal, em Lisboa. Na altura do golpe, ela transportava consigo um molho de cravos vermelhos. Como não tinha comida ou cigarros para oferecer aos militares, ela partilhou com eles os cravos que os soldados acabaram por colocar no cano da espingarda.

8 – A revolução dos cravos é, também, sinónimo de uma revolução pacífica. Contudo, conta-se que a fragata Almirante Gago Coutinho se encontrava junto da Praça do Comércio e tinha ordens para abrir fogo na manhã do dia 25 de abril. Porém, como a Praça se encontrava repleta de civis, essa ordem não foi cumprida.

9 – Apesar de tranquila, a revolução do 25 de abril contou algumas vítimas. No final deste dia, alguns populares deslocaram-se à sede da PIDE, em Lisboa, e exigiram o fim da mesma. Nessa altura, os seus dirigentes dispararam contra a população, havendo registo de 4 mortos e alguns feridos.

10 – Numa época em que não havia internet, a comunicação e as notícias chegavam a velocidades diferentes aos vários pontos do país. Por isso, sobretudo as zonas rurais, foram mais tarde visitadas por representantes do MFA que aí foram dar conhecimento das novas ideias e das mudanças que estavam e iam ocorrer no país.

11 – No final do dia 25 de abril, um chaimite de fabrico português chamado BULA – veículo blindado produzido pela marca Bravia – entrou no quartel do Carmo para retirar Marcelo Caetano e os seus ministros em segurança, levando-os para o quartel da Pontinha.

12 – Embora não existam provas, algumas publicações e relatos dão a entender que a agência norte-americana possa ter estado envolvida na revolução do 25 de abril ou que, pelo menos, estivesse a para das movimentações dos militares portugueses e à possibilidade de ocorrer um golpe militar.

13 – Até ao final do mês de abril de 1974 foram libertados os presos políticos do Forte de Caxias, do Forte de Peniche e da prisão do Tarrafal, em Cabo Verde.

14 – Existem vários filmes e documentários sobre este acontecimento que marcou a história recente do nosso país. Talvez um dos mais conhecidos seja “Capitães de abril”, de 2000, realizado por Maria de Medeiros e cuja ação foca os principais momentos do dia 25, assim como a missão de Salgueiro Maia.

15 – O primeiro Presidente da República após o 25 de abril foi António de Spínola, cargo que ocupa entre 15 de maio de 1974 e 30 de setembro de 1974, altura em que é substituído pelo general Costa Gomes.

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