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10 coisas proibidas para quem tem gatos

Ter um gato não é o mesmo que ter um cão ou um bebé humano. A veterinária Célia Palma aponta dez coisas proibidas para quem tem gatos.

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8 – Dar chocolate

10 coisas proibidas para quem tem gatos
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Muito falado em cães, mas também tóxico para gatos. O chocolate contem teobromina, que não é metabolizada no fígado, causando diarreia, vómitos, tremores, descoordenação motora e até morte.

Qualquer produto que contenha chocolate, mesmo que em ínfimas quantidades, está completamente proibido na alimentação felina.

9 – Levar o gato ao veterinário sem transportadora

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Como veterinária já assisti, com grande consternação, a acidentes evitáveis, que acontecem com gatos que vão á consulta, sem estarem devidamente acondicionados numa caixa transportadora. Os tutores conhecem o seu animal no contexto doméstico, em ambiente controlado e com o qual está completamente familiarizado.

Salvo raras exceções, em casa sentem-se confortáveis e seguros e a sua atitude é a expectável. Mas quando são confrontados com o ambiente hostil de sala de espera do consultório veterinário, com sons ameaçadores, odores assustadores e outros animais igualmente amedrontados, todos os sinais de alerta da sua condição de presa disparam e o gato só quer sair dali a qualquer custo, sem olhar a meios ou medir consequências.

10 coisas proibidas para quem tem gatos
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Neste momento de absoluto pânico torna-se prioritário e essencial abandonarem o local, para se refugiarem em qualquer outro, que considerem mais seguro. Por mais que instrua os tutores, na primeira consulta do gatinho e que lhes ofereça desdobráveis com conselhos sobre a melhor forma de os transportar, continuam a aparecer gatos ao colo, ou mesmo á trela, quando nos visitam na clinica onde trabalho.

Infelizmente já experienciei de tudo, desde os que fugiram do colo dos tutores, depois destes ficarem seriamente arranhados, para nunca mais serem encontrados, àqueles que foram logo em seguida atropelados, na movimentada estrada em frente. Felizmente que alguns conseguiram ser resgatados, depois de se acalmarem, nesse mesmo dia ou uns dias depois. Mas, por negligência ou mesmo irresponsabilidade, algumas vidas se perderam desnecessariamente.

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Portanto, mesmo que o seu pequeno tigre seja a mais calma e doce criatura alguma vez vista, não arrisque. Não saia com ele sem ser na transportadora, cuidadosamente verificada, para que não corra o risco de se abrir. Os gatos são animais que passam subitamente de uma emoção a outra. Um gato em pânico, tanto pode ficar estático, como no segundo seguinte atacar e/ou fugir.

10 – Dar pílula contracetiva

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O controle da natalidade nas gatas deverá ser feita através da esterilização cirúrgica. A pílula anticoncecional está completamente contraindicada, pelos riscos que a sua administração acarreta. A piómetra é uma doença uterina, em que ocorre uma infeção no interior deste órgão, infeção esta que não se consegue controlar com a administração de antibióticos.

Só a ovariohisterectomia (remoção de ovários e útero) a pode resolver, mas existe a possibilidade de septicemia pós-cirúrgica (generalização da infeção). O risco de desenvolver esta doença é muito maior em animais a quem é administrada contraceção oral.

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Escolher um gato para partilhar o ambiente o nosso familiar implica um compromisso em que nos responsabilizamos pelo seu bem estar físico e psicológico. É nosso dever proporcionar-lhe alimentação adequada, exercício físico regular, cuidados de saúde indispensáveis e possibilidade de expressar todos os seus comportamentos naturais.

Completamente indefeso, estará á mercê das nossas decisões, dos nossos caprichos, das nossas futilidades. Uma irresponsabilidade dos tutores pode custar a vida do animal. Nunca arrisque e pondere bem qualquer decisão que envolva o seu gato.

Autora: Célia Palma (Veterinária)
Fonte: Visão
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