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10 coisas proibidas para quem tem gatos

Ter um gato não é o mesmo que ter um cão ou um bebé humano. A veterinária Célia Palma aponta dez coisas proibidas para quem tem gatos.

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5 – Desparasitar com piretrinas

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As piretrinas são inseticidas usados no controlo de parasitas externos dos cães. São habitualmente vendidos sob a forma de pipetas de aplicação tópica, coleiras, pós ou champôs e visam a eliminação de pulgas e carraças. Esta espécie possui enzimas próprias para a sua degradação e é, por isso, capaz de as inativar, sendo segura a sua utilização.

Os gatos são bastante mais sensíveis a estes produtos, incapazes de os metabolizar e a sua ingestão, inalação ou contacto com a pele pode ser desastrosa. A intoxicação causa sintomas neurológicos e musculares agudos tais como salivação excessiva, tremores, convulsões, dificuldade respiratória, diarreia e vómitos, depressão ou hiperexcitabilidade, febre ou hipotermia e, como derradeiro e último sintoma, a morte desnecessária e agónica.

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É muito importante ler atentamente os rótulos dos produtos antiparasitários que utilizar e NUNCA extrapolar para o gato aquilo que pode utilizar num cão. Se acontecer a utilização indevida de tais produtos ou derivados, deverá imediatamente lavar o gato com água tépida (nunca quente, porque a temperatura aumenta a absorção pela pele) e sabão. Se acontecer a ingestão, nunca dê leite ou gorduras, porque estas também aumentam a absorção.

Recorra imediatamente a um veterinário, porque a situação é muito grave e só este possui meios médicos indispensáveis para aumentar a taxa de sobrevivência de um gato intoxicado com piretrinas. O prognóstico é reservado e muitas vezes ficam sequelas nos que conseguem sobreviver. Se for tutor de cães e gatos em simultâneo, cuidado com a utilização destes produtos nos primeiros.

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O gato poderá tentar higienizar a zona humedecida do pelo do cão ou pisar acidentalmente algumas gotas do produto que possam ter caído no chão. Sendo maníaco da limpeza, a sua tentativa de retirar algo estranho ou de odor desagradável do seu corpo, imaculadamente limpo, pode levar á ingestão do produto.

6 – Utilizar guizos nas coleiras

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Sem dúvida, quando compra uma coleira para o seu pequeno tigre, esta virá, muito provavelmente, ornamentada com um guizo. A maioria das pessoas acaba por o deixar ficar, por achar engraçado ou mesmo por conveniência, uma vez que se torna mais fácil localizar o seu portador. No entanto, sob o ponto de vista do gato, estes pequenos e ruidosos objetos são obra do demónio.

Como caçadores, vêm a tarefa dificultada pelo seu soar indiscreto. Como presas, são mais facilmente localizados pelos seus predadores. Toda a anatomia do gato o dota da possibilidade de se tornar quase invisível e silencioso. O guizo inviabiliza esta admirável capacidade. E transforma-o num animal frustrado e nervoso.

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Imagine o que seria ouvir um tilintar irritante e constante, nos seus ouvidos, sempre que se movimenta! Se o objetivo é salvar vidas de pequenos pássaros e roedores, o uso de coleiras com cores garridas e brilhantes pode ajudar, com a vantagem de não stressar o gato.

Em relação á vantagem de o tilintar servir para o localizar, pode sempre utilizar outros truques, como por exemplo agitar a caixa da ração para o atrair. E os guizos podem ser utilizados para fabricar brinquedos caseiros.

7 – Passear o gato à trela

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Os gatos são predadores, mas também são presas. Ou seja, não gostam de ficar expostos, sem controlo do ambiente, uma vez que temem potenciais inimigos. Adoram explorar, mas sem perderem o domínio da situação, ao seu próprio ritmo e conforme a sua vontade.

Normalmente exploram o seu território, partindo de um ponto inicial onde se sentem seguros e vão á descoberta da área envolvente, aos poucos e cautelosamente, regressando rapidamente ao ponto de partida, se sentirem algum tipo de ameaça. Mesmo quando fazem explorações mais alargadas, verificam visualmente se existem esconderijos ou zonas seguras nas redondezas, para ai se refugiarem, se acharem necessário.

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É por esta razão que tantos gatos são atropelados quando atravessam estradas movimentadas. Considerando que estão em ambiente hostil, precipitam-se numa fuga cega, para encontrarem abrigo onde relaxar e voltar a sentir que estão no controle da situação. Partindo deste principio, é fácil compreender que pode ser muito arriscado expor um gato a um ambiente desconhecido, preso por uma trela.

Cego de pânico, tentará fugir descontrolado, enrolando-se no fio, reagindo de forma perigosamente agressiva a qualquer mão que o tente acalmar. Ambos, animal e tutor, poderão acabar feridos, com maior ou menor gravidade. Para além da associação, que o gato fará, do tutor com o incidente e quebrar-se a confiança que nele depositava.

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