Início Histórias Sobrenomes Judaicos (Sefarditas) em Portugal e no Brasil

Sobrenomes Judaicos (Sefarditas) em Portugal e no Brasil

Saiba se tem origem judaica. Os principais sobrenomes Sefarditas da Península Ibérica e os principais exemplos de sobrenomes do Dicionário Sefarad.

4758
COMPARTILHE
Sobrenomes Judaicos (Sefarditas) em Portugal e no Brasil
Sobrenomes Judaicos (Sefarditas) em Portugal e no Brasil

Sobrenomes Judaicos (Sefarditas) em Portugal e no Brasil

Sefarditas (do hebraico Sefardim, no singular Sefardi) são todos os Judeus provenientes da Península Ibérica (Sefarad). Tais Povos por muitos séculos foram perseguidos durante o período da Inquisição Católica.

Judeus Sefarditas

E por este motivo, fugiram para países como Holanda e Reino Unido; além dos países do Norte da África e da América como: Brasil, Argentina, México e EUA; e desse modo, tiveram que seguir suas tradições secretamente ou até mesmo abrir mãos das Tradições do Judaísmo, tudo em busca da sobrevivência. Sendo que alguns ainda tiveram que se converter forçadamente ao Cristianismo Católico.

Contexto Histórico

Ao longo da História o Judaísmo sofreu inúmeras perseguições por parte de seus opositores, dos tais destacam-se os Romanos, Católicos e Nazistas. Nestas condições, muitos Judeus perderam suas identidades culturais, e assim, várias gerações surgiram sem o contato explicito com as Tradições do Judaísmo.

Imperador romano Adriano

De facto, tudo isso se iniciou com a segunda Diáspora, onde o General Tito, filho do Imperador Vespasiano, sufocou a primeira rebelião no ano de 70 d.C. (tendo ela sido iniciada em 66 d.C.), o que culminou na destruição do Templo e na morte de quase 1 milhão de Judeus. Sendo que a Diáspora só se concretizou após a segunda revolta dos Judeus, iniciada em 132 d.C. e dissolvida pelo Imperador romano Adriano em 135 d.C. E assim, proibidos de entrarem em Jerusalém e sendo eles expulsos da Palestina (região da Judeia), os Judeus se espalharam pelo Mundo.

Aos poucos a Europa foi sendo habitada por Judeus refugiados da ira romana, principalmente na região da Península Ibérica. Tempos depois, os Judeus novamente passaram a ser vítimas de perseguições, desta vez, promovidas pela Igreja Católica Apostólica Romana; que instaurou a fogueira da Inquisição. Assim, um dos crimes alegados pela Igreja, era o “crime de Judaísmo”. Em que o indivíduo era proibido de exercer sua judaicidade.

Neste caso, a partir da feroz Inquisição espanhola de 1478 até 1834, em que Judeus e inúmeros outros indivíduos, foram julgados por possíveis atos contra os preceitos da Igreja. Sendo que os Judeus foram expulsos da Espanha no ano de 1492.

Judeus Marranos portugueses

Perseguidos e desamparados, os Judeus espanhóis tiveram que se refugiar em Portugal. Estando lá, foram feitos escravos, embora conquistassem a liberdade em 1495, beneficiados com a Lei promulgada por D. Manoel ao subir ao trono. Mas em 1496, assinou um acordo que expulsaria todos os Judeus Sefarditas (ou Marranos) que não se sujeitassem ao batismo Católico. Sendo que no ano seguinte, as crianças Judias de até 14 anos foram obrigadas a batizarem-se e em seguida adotadas por famílias Católicas.

Massacre de Lisboa de 1506

Com a descoberta das terras brasileiras em 1500, pela a esquadra de Cabral, a sorte de muitos Judeus mudaria. Pois em 1503, o Judeu Fernando de Noronha com uma considerável lista de Judeus, apresenta o projeto de Colonização a D. Manoel. Porém, o Povo Judeu ainda passaria por mais um triste episódio, quando em 1506, milhares de Judeus foram mortos e queimados pelo Progon da capital portuguesa.

Homenagem aos Judeus – Massacre de Lisboa de 1506

Além de tais Judeus (Cristãos Novos) terem presenciado o contraditório D. Manoel estabelecer a lei que dava os liberdade e os mesmos direitos dos Católicos, em 01 de março de 1507. O mesmo D. Manoel que em 1515 solicita ao papa um sistema de Inquisição semelhante para queimar as famílias Sefarditas (ou Marranos) no espanhol.

(cont.)

4 COMENTÁRIOS

  1. Esta lista é uma estupidez. Com algumas excepções (raras), não existem propriamente sobrenomes judaicos na cultura portuguesa. Obviamente, certos sobrenomes poderiam ser mais comuns entre as famílias judaicas, mas em geral existiam também entre famílias não-judaicas.
    Por exemplo, alguns nomes são topónimos, qualquer pessoa com origem nessas regiões poderia ter tal nome de família. E sobrenomes como Rodrigues, Gonçalves, Soares, Mendes, Martins são tudo patronímicos que passaram a sobrenome; qualquer pessoa, independentemente da religião, que há séculos tenha tido um antepassado com o nome Rodrigo, Gonçalo, Soeiro, Mendo (Hermenegildo), Martinho poderia ter este sobrenome, caso o patronímico se “fixasse” como nome da família.
    Mesmo “Espírito Santo”, considerado em Portugal um exemplo claro de origem judaica, pode ter origem judaica (tradução do termo “ruah”, o espírito de Deus ou vento divino referido na Bíblia) ou não (foi um nome comummente atribuído a órfãos acolhidos por certas congregações religiosas, em especial os expostos, que não tinham parentes conhecidos). Já agora, Rua e Ruas são dois exemplos de sobrenomes que resultam do aportuguesamento fonético da palavra “ruah”, mas nem mesmo em tal caso se pode garantir que todos os Rua/Ruas herdaram esse nome de antepassados judeus.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here