Que Europa vai sobrar?

Até onde resistirá, à mudança inevitável, esta Europa demasiado conservadora e com sinais de cegueira tão preocupantes?

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O Reino Unido tenta um acordo para evitar uma saída da União Europeia, propondo aos parceiros uma permanência literalmente com o menu de apenas coisas boas. Este é mais um sinal fraturante numa união que parece pouco democrática, onde os estados se começam a sentir demasiado incomodados.

Ouvimos a facilidade com que líderes não eleitos, em Bruxelas, se arrogam em decisores dos destinos dos povos que optaram por caminhos claramente diferentes, da linha dominante desta Europa. Jeroen Dijsselbloem foi apenas o último exemplo, deixando sinais “incendiários” para os mercados, num dia em que os juros da dívida portuguesa desceram acentuadamente. Alguns analistas lembraram o que foi feito à Grécia, vaticinando uma resistência brutal da ala conservadora da Europa a qualquer mudança no rumo económico que saia da carta única da austeridade.

As preocupações, grandes preocupações do presidente do Eurogrupo, surgem depois de uma negociação tensa do orçamento português, na altura em que a Espanha poderá virar claramente à esquerda, em que a Itália ganha força e se posiciona na liderança de um bloco que a França não teve capacidade de afirmar.

O que parece claro é que o atual modelo europeu não funciona, estando grande parte dos estados em negação, adiando tudo e esperando que o tempo resolva os mil e um problemas de um continente velho, onde surge uma nova geração.

A pergunta para um milhão de dólares é esta:

Até onde resistirá, à mudança inevitável, esta Europa demasiado conservadora e com sinais de cegueira tão preocupantes?

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