Os horrores da Peste no Porto!

Em 1486 os horrores da peste deram origem à mudança de nome da Rua do Olival para a atual Rua das Taipas. Conheça o porquê e mais um pouco da sua história!

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Os horrores da peste no Porto
Os horrores da peste no Porto

Uma artéria que pertence a três freguesias, Miragaia, S. Nicolau e Vitória. Já se chamou Rua do Olival mas, em 1485, grassou nesta zona a peste e, para evitar a propagação da epidemia, o arruamento foi entaipado. A partir de 1486 mudou a sua designação toponímica, passando a ser conhecida pelo nome que hoje ostenta: Rua das Taipas, arruamento com 275 metros.

Fonte das Taipas
Fonte das Taipas

No entanto Ferrão Afonso, investigador de História do Porto, defende a teoria de que o nome da rua advém do facto das casas serem feitas de taipa, como era usual na época. Ao cimo da rua, do lado esquerdo, em direcção à Cordoaria, podemos observar uma casa brasonada, com vários andares. Pertenceu a António Brito e Cunha, Contador da Fazenda e um dos Mártires da Liberdade; foi mandado enforcar por D. Miguel, em virtude das suas ideias liberais.

Casa brasonada na Rua das Taipas
Casa brasonada na Rua das Taipas

Quase em frente deparamos com o Palacete de Vilar de Perdizes, que já tinha sido Escola de Cegos, Escola Infante D. Henrique, Escola Filipa de Vilhena e Escola Mouzinho da Silveira, onde deu aulas Pedro Homem de Melo e foi seu aluno Vasco Lima Couto e, mais tarde, a Faculdade de Psicologia da Universidade do Porto.

Palacete de Vilar de Perdizes
Palacete de Vilar de Perdizes

No centro da rua, que quase forma um largo, esteve outrora um cruzeiro, não se sabendo para onde foi ou se terá sido destruído. Também existiu um chafariz, mas este foi substituído pela Fonte das Taipas, que podemos observar, encostada à parte poente da rua.

Palacete Leite Pereira
Palacete Leite Pereira

Logo a seguir estão umas (quase) ruínas de um antigo palacete pertencente a uma das famílias mais poderosas do seu tempo. Os Leite Pereira, Viscondes de Alcobaça, cujo brasão ainda se pode observar no centro da casa, que já teve a sua entrada principal virada para a Rua de S. Miguel e a quem também pertenceu a Casa de Ramalde.

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