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Os Grandes Portugueses

Encontrar o primeiro entre os grandes portugueses da nossa história, é uma tarefa muito difícil. Mas podemos ver os melhores entre os Grandes Portugueses.

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D. JOÃO II – O príncipe Perfeito

D. João II

“El hombre” como lhe chamava sua prima, Isabel a Católica

Filho primogénito do rei D. Afonso V e de D. Isabel, D. João II nasceu em Lisboa a 5 de Maio de 1455. Casa em 16 de Setembro de 1473 com D. Leonor ( A Fundadora das Misericórdias ).

Morreu em Alvor em Outubro de 1495, no meio de pavorosa agonia, correndo vozes no tempo, do que fazem ecos os cronistas, de que a morte foi devida a peçonha misturada com a água.

D. João II foi uma das maiores figuras da nossa história, não tanto pelas qualidades pessoais, como pelos métodos de governo, sobretudo pela obra que realizou no fortalecimento do poder régio.

Ainda que a nobreza portuguesa chamava “Tirano” a D. João II, o melhor elogio da sua figura foi o de sua prima Isabel a Católica rainha de Espanha, que disse quando soube da sua morte: “Murió el Hombre!”

RAINHA D. LEONOR DE LENCASTRE

Rainha D. Leonor de Lencastre

A fundadora da Casa das  Misericórdias

Era filha do infante D. Fernando (irmão de D. Afonso V) e de D. Beatriz, casou aos 12 anos (1473) com o seu primo o futuro rei D. João II, então com 15 anos, tornando-se assim rainha de Portugal. Desse casamento nasceu o príncipe D. Afonso, que morreu de acidente em 1491

Em 1476, ficou como regente do reino, por D. João II ter de se ausentar em defesa de seu pai em Castela. O facto de o seu filho D. Afonso ter morrido cedo levou a que D. João II pretendesse pôr no trono o filho bastardo (D. Jorge), levando D. Leonor a defender os interesses de seu irmão, D. Manuel, na sucessão.

D. Leonor de Lencastre destacava-se pela formosura, inteligência e, sobretudo, pelo muito que sofreu e pelo bem que espalhou, Dona Leonor, a fundadora das Casas de Misericórdias, neta Del Rei, Dom Duarte e duas vezes bisneta de Dom João I, Dona Leonor, a “Rainha dos sofredores”, era de temperamento muito diverso do seu real consorte.

Ela, linda e faceira, era impressionantemente bondosa. Tinha a fisionomia suavíssima, marcada pelos olhos azuis e cabelos louros, herdados de sua bisavó, Dona Filipa de Lencastre.

AFONSO DE ALBUQUERQUE – O Grande

Afonso de Albuquerque

O construtor do Império Português no Oriente

Afonso de Albuquerque foi a maior figura de Portugal no Oriente. Segundo filho de Gonçalo de Albuquerque, senhor de Vila Verde dos Francos, nasceu em Alhandra por volta de 1462, sendo educado na corte de D. Afonso V. Em 1476 acompanhou o futuro rei D. João II nas guerras com Castela, esteve em Arzila e Larache em 1489, e em 1490 faz parte da guarda de D. João II, de quem dizem que foi estribeiro-mor, tendo voltado novamente a Arzila em 1495.

Em 1503 é enviado à Índia, no comando de três naus, tendo participado em várias batalhas, erguido a fortaleza de Cochim e estabelecido relações comerciais com Coulão. Regressou a Portugal em 1504, onde expôs a D. Manuel I a sua visão de um império no Oriente, tendo por base a conquista de posições estratégicas nos mares do Índico. Tendo sido aceite o seu plano, seguiu para a Índia em 1506 como capitão-mor do mar da Arábia.

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