Início Histórias O último urso pardo foi morto em 1843 em Portugal

O último urso pardo foi morto em 1843 em Portugal

Já não faz parte do nosso imaginário, mas o urso-pardo foi durante séculos um animal icónico em Portugal. E agora anda a rondar as nossas fronteiras.

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O último urso pardo foi morto em 1843 em Portugal
O último urso pardo foi morto em 1843 em Portugal

O último urso pardo foi morto em 1843 em Portugal

Já não faz parte do nosso imaginário popular, mas o urso-pardo foi durante séculos um animal icónico em Portugal. E agora que anda a rondar as nossas fronteiras – recentemente foi visto a poucas dezenas de quilómetros de Vinhais, Trás-os-Montes -, é lançado um livro sobre a história portuguesa do icónico predador.

O urso pardo foi perdendo habitat e “subindo” no território até chegar ao último reduto na serra do Gerês.

O último urso pardo que viveu em Portugal foi morto em 1843 no Gerês. Décadas e séculos antes, era possível encontrar estes animais em todo o país, revela o livro que foi apresentado hoje.

Grande predador das florestas, o urso pardo distribuía-se de norte a sul do país, mas foi perdendo habitat e “subindo” no território até chegar ao último reduto na serra do Gerês. Atualmente ainda subsiste na região espanhola das Astúrias e nos Pirinéus.

A história é contada em “Urso Pardo em Portugal – Crónica de uma extinção”, de Paulo Caetano e Miguel Brandão Pimenta, e estabelece a nova data do desaparecimento dos ursos em Portugal, quando os dados conhecidos até agora colocavam o desaparecimento em 1650.

“Quisemos contar, por um lado, os elementos que comprovam essa presença, desde a pré-história”, com a referência a ossos, dentes, por outro lado, referir que a alta idade média marca o início do retrocesso da população de ursos, quando começam a rarear e a extinguir-se de certas zonas do país, disse à agência Lusa Paulo Caetano.

Na investigação que deu origem ao livro os autores chegaram a uma notícia da morte do último urso em Portugal em 1843, abatido pela população no Gerês, o que foi uma surpresa. “Os últimos dados que comprovavam o desaparecimento do urso referiam-se a 1650, também no Gerês”.

“Este é um dado novo que este livro traz para a ciência sobre a história do urso pardo em Portugal, que era completamente desconhecido”, realça o autor.

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