O ano que acabou com o irrevogável!

Este será o ano de mostrar o que sabemos, de afirmar a nossa opinião, sem medo de correr um risco elevado apenas por não estarmos de acordo.

0
1354
João Fernando Ramos
João Fernando Ramos

O ano que acabou com o irrevogável!

Abrimos 2015 com muitas frases de certezas, que se revelaram coisas cheias de dúvidas.

A maioria, então no poder, afirmou o seu caminho como único, lançando o medo de uma mudança, que afinal aconteceu, sem o prometido tumulto dos mercados, nem o caos na gestão do país. Descobrimos que os cortes na saúde tinham sido fatais para muitos portugueses e que as contas dos bancos estavam erradas de todo, a começar pelo BANIF, acabando no Novo Banco.

Novo Banco
Novo Banco

Percebemos agora que teremos ainda mais surpresas e que o que nos garantiam seguro, estava bem longe deste estado de tranquilidade. Percebemos que os mercados aceitam mudanças e entendem os caminhos alternativos, mesmo que propostos por uma coligação onde o diálogo vai ser necessário para tudo. Mas será isso mau? Será que não é assim que a democracia se afirma? Não nascerá mais luz dessa troca de opiniões do que de uma maioria apagada e fechada no seu pensamento único?

Banif
Banif

Paulo Portas abandona a liderança do CDS, assumindo que afinal a direita vai demorar a chegar ao poder e que terá de encontrar uma outra estratégia, implicitamente reconhecendo uma vitória na estratégia de António Costa, que afinal é mesmo primeiro-ministro em pleno. A responsabilidade do parlamento é inédita nesta nossa democracia. Cada um dos deputados e dos partidos vai ser desafiado a pensar mais, a propor verdadeiras alternativas, deixando o tradicional conforto de apenas votar contra ou a favor. Confesso que estou muito curioso para ver o que está neste novo caminho em Portugal e na Europa, que terá que fazer ainda uma mudança profunda.

Paulo Portas
Paulo Portas

Aprendemos que não há inevitáveis, irrevogáveis e “videntes” que se acham cheios de uma razão que percebemos que não existe. Este será o ano de mostrar o que sabemos, de afirmar a nossa opinião, sem medo de correr um risco elevado apenas por não estarmos de acordo.

António Costa
António Costa

Será também um ano fundamental para o jornalismo que tem um papel decisivo neste novo equilíbrio. Temos que ser especialmente atentos e criativos para mostrar a realidade, captando novos públicos e entendendo a mudança no consumo da informação, que vai crescer em plataformas como esta onde hoje começo a ter uma opinião mais presente.

Bom ano e vamos lá aos desafios que tornam esta nossa vida tão saborosa.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here