Início Histórias Éramos felizes e não sabíamos: 10 jogos de rua de antigamente

Éramos felizes e não sabíamos: 10 jogos de rua de antigamente

Éramos felizes e não sabíamos: 10 jogos de rua de antigamente que a maioria das crianças já não conhece mas que fizeram as delícias dos mais velhos.

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Éramos felizes e não sabíamos: 10 jogos de rua de antigamente
Éramos felizes e não sabíamos: 10 jogos de rua de antigamente

Éramos felizes e não sabíamos: 10 jogos de rua de antigamente

Éramos felizes e não sabíamos: 10 jogos de rua de antigamente que a maioria das crianças já não conhece mas que fizeram as delícias dos mais velhos.

Ioiô

10 jogos de rua de antigamente
Ioiô – 10 jogos de rua de antigamente

Tal como o pião, quem nunca experimentou o famoso “Ioiô”? Este é um dos mais antigos brinquedos existentes. A palavra vem do filipino e quer dizer “volte aqui”, e na verdade é mesmo isto que faz.

Como é que tal objeto, com 2 discos unidos por um eixo, onde se prende uma corda, e que sobe e desce, teve o sucesso que teve?

A verdade é que este jogo ia ficando cada vez mais divertido, quanto mais “expert” nos tornássemos na matéria do lançamento do ioiô e nos respectivos efeitos para impressionar a família e amigos: o efeito “balança”, “vai e vem”, “trapézio”, “passeio cãozinho” são alguns exemplos.

Macaca

10 jogos de rua de antigamente
Macaca – 10 jogos de rua de antigamente

Com um pau de giz e uma pedrinha fazia-se a festa. Desenhava-se no chão vários retângulos (casas) conforme a figura ao lado e passavam-se umas belas horas a atirar a dita pedrinha, a caminhar em pé coxinho para apanhá-la em equilíbrio num só pé e a regressar também em pé-coxinho.

Em algumas casas podiam ser colocados os 2 pés em simultâneo (as que tinham 2 quadrados lado a lado), outras só podia ser num pé.

Ora aí está um belo exercício que poderia dispensar algumas horas de step ou spinning (e bem mais barato). Alguém quer alinhar?

Pião

10 jogos de rua de antigamente
Pião – 10 jogos de rua de antigamente

Uns simples, outros coloridos, este jogo poderia ser partilhado com quem quisesse. Bastava que tivessem um pião, uma corda para o fazer girar e algo para desenhar um círculo no chão.

O objetivo era deixar girar um pião no círculo e correr com os piões dos outros para fora desse espaço.

De facto era necessário alguma perícia de mãos (que confesso que nunca tive). Ainda assim, ainda bem me lembro de tentar atingir recordes do tempo em que o pião ficava a rodopiar.

Não convinha muito ser em casa sob pena do chão de ficar com uns relevos esquisitos e a Mãe ficar colada ao teto. Algo tão simples e como pegou durante décadas a fio.

Malha

10 jogos de rua de antigamente
Malha – 10 jogos de rua de antigamente

Remonta ao tempo em que se começou a colocar ferraduras nos cavalos do exército romano. Para ocupar o tempo, os soldados lá acharam piada a atirar tais ferraduras com o objetivo de derrubar ou chegar perto de um pau.

Mais curioso ainda é que, em Portugal, o nome mais popular é “chinquilho”. Daí o verbo verbo “achincalhar”, que significa ridicularizar/rebaixar/humilhar, pelo facto deste ser um passatempo tradicional das classes mais desfavorecidas.

E havia autênticos mestres, geralmente carecas ou de cabelos brancos, na arte do “malhar” ou “achincalhar” (no bom sentido da palavra).

Escondidas

10 jogos de rua de antigamente
Escondidas – 10 jogos de rua de antigamente

Este jogo das Escondidas era tanto mais divertido quanto maior o potencial de esconderijos a área tivesse. Era um clássico nos recreios e nas festas de aniversário dos amigos.

Claro que quase ninguém queria ficar no papel de contar alto até 100 virado contra uma parede ou árvore e depois ter que “ir á cata” dos amiguinhos escondidos.

Mas enfim, tocava a todos. Terminada a contagem lá esse jogador tinha que anunciar o início das buscas com um sonoro “AÍ VOU EU” e todos os outros ficavam que nem múmias nos seus esconderijos. Nunca a palavra “coito” foi tão inocente como a simples chegada vitoriosa do jogador que estava escondido ao posto inicial, sem ser apanhado no trajeto.

Caso conseguisse tal proeza, podia dizer “1,2,3 salvo xpto” (xpto = nome do amigo/amiga que estivesse naquele momento no top do seu ranking de amizade ou quiçá algo mais) ou, se fosse do género altruísta: “1,2,3, salvo todos!”.

(cont.)

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