E que tal uma verdadeira lei de incompatibilidades?

O Caso Maria Luís Albuquerque é apenas o mais recente dos que chegam às notícias.

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O Caso Maria Luís Albuquerque é apenas o mais recente dos que chegam às notícias. Desta, uma saída do Governo, para uma empresa que teve um contacto demasiado estreito com os assuntos e os negócios então tutelados, enquanto servidora do Estado. Maria Luís nega que vá ter decisão em temas ligados a Portugal afirmando que “A função de administradora não executiva não tem nenhuma incompatibilidade ou impedimento legal pelo facto de ter sido ministra de Estado e das Finanças e de ser deputada. Qualquer outra leitura que possa ser feita desta nomeação só pode ser entendida como mero aproveitamento político-partidário.”

Formalmente será assim, mas fica de novo a questão moral e o velho princípio da mulher de César. No parlamento o tema provoca sempre choque, mas vamos ver se é desta que se faz uma lei clara que evite estas transferências que nos deixam sempre a pensar. O que é certo, é que a ex-ministra das Finanças será diretora não executiva do grupo Arrow Global, que tem em Portugal clientes como o Banif, o Millennium BCP ou o Montepio, muito pouco tempo depois de termos vivido e de estarmos ainda a pagar, demasiados problemas com a banca, onde só os contribuintes parecem sair a perder.

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