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Duelos em Portugal: uma questão de honra

Conheça alguns duelos realizados no século passado em Portugal quando, por questões de honra, as pessoas lutavam entre si, às vezes com desfechos trágicos.

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Duelos em Portugal: uma questão de honra
Duelos em Portugal: uma questão de honra

Duelos em Portugal: uma questão de honra

duelo é uma disputa, em combate, de confronto entre duas pessoas motivada, em geral, por desagravo à honra, desavenças individuais, familiares, em fações ou grupos, e outros tipos de confronto de cunho fortemente emocional. Tais práticas eram, geral e somente, de cunho fortemente emocional.

Várias são as formas do duelo, inclusive sem a utilização de armas brancas ou de fogo; na forma de luta livre, ou também chamada “Apache”, dentro de um círculo (às vezes de fogo, as noturnas).

De forma geral, cada duelista poderia ter um ou mais padrinhos, que o assessorassem. Cada duelo teria que ter um juiz imparcial, que se fazia obedecer às regras tratadas previamente, conforme ordenamento dessas leis que toleravam tais práticas, muito antigas, que quase sempre vitimava um ou mais dos duelistas que acabam por morrer, muitas vezes por “falta de socorro – propositado”, pois “tinham perdido o duelo”, ou seja, o perdedor somente tinha direito a ser apoiado pelos seus padrinhos. Mesmo que existisse um médico do outro lado, não lhe poderia prestar socorro “pois era uma questão de honra”.

Como exemplo mais corriqueiro (emocional), temos os duelos do antigo Oeste americano e do sertão brasileiro, esses também individuais ou entre famílias, fações ou grupos rivais, donde dois ou mais valentões ou valentonas representantes dos grupos, se ofendiam e se digladiavam mutuamente.

Provocações essas disputadas no confronto através do “gatilho mais rápido”, “chicote mais rápido”, e assim por diante.

Como podemos observar, foi modelo de disputa em confrontos muito usados no Oriente Próximo, na Europa e nas Américas. O último país do mundo ocidental em que o duelo era legal foi o Uruguai, que o manteve em legislação própria até a década de 1980.

Duelo entre Afonso Costa e Alexandre de Albuquerque (Benfica)

O Dr. Alexandre de Albuquerque escreveu em «O Liberal» um artigo contra o Dr. Afonso Costa, a título puxou: «Mentira, traição, calúnia, ladroeira».

Albuquerque acusava Afonso Costa do roubo das cartas, de ser «a vergonha do parlamento, da advocacia, do partido republicano e da pátria».

Afonso Costa mostrou-se ofendido e desafiou-o para um duelo à espada.

O duelo entre Afonso Costa e Alexandre de Albuquerque. © Joshua Benoliel c. 1910

O duelo não se fez na via pública, como aconteceu com o de Penha e Garcia. Foi em local “escondido” mesmo atrás dos muros da Quinta dos Loureiros, em Benfica, a 06 de Junho de 1910.

Os jornalistas foram impedidos de assistir, no entanto Joshua Benoliel, fotografo da “Ilustração Portuguesa”, subindo para cima do automóvel de um dos duelistas, conseguiu o seu intento.

Joshua Benoliel, em cima do automóvel de um dos duelistas, para fotografar

Afonso Costa ganhou o duelo, ao atingir Alexandre de Albuquerque no peito, o que lhe provocou um corte, sem muita gravidade.

(cont.)

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