Desafios dos dias de caos

A nossa credibilidade joga-se também nestes momentos, onde não há margem para falhar.

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Estamos numa idade de tantos desafios, mas somos seduzidos por coisas que parecem demasiado simples. Se o Brasil está em tumulto, olhamos para os dados, furiosos, do Twitter, ou para os posts, carregados de ideologia, no Facebook, mas acabamos o dia a ver a informação nos tradicionais canais de televisão, procurado mais explicações de quem sabe, nomeadamente em formatos como o do nosso Jornal 2.

Somos tentados a perguntar se não chegava essa informação imediata que se tem dos que estão no protesto, dos que o promovem, dos que tentam moldar já opiniões desenhando condenações?

Não há uma resposta inequívoca, mas os dados de hoje ainda nos permitem dizer que o jornalismo, dito tradicional, tem um papel reforçado nestes momentos de grande confusão. É neles que as pessoas procuram alguma luz, dando uma imensa responsabilidade aos jornalistas e aos editores. Reforça-se aqui o papel na escolha das abordagens, dos comentadores que temos em antena, da forma como relatamos o que se está a passar.

A nossa credibilidade joga-se também nestes momentos, onde não há margem para falhar. Se o caso é sério, as pessoas querem saber tudo, com verdade e rigor. É nestes dias que temos que ser ainda mais Jornalistas.

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