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Curiosas Expressões da Língua Portuguesa

Bode expiatório. Casa da Mãe Joana. Erro crasso. Madalena arrependida. Conheça estas e outras curiosas expressões da língua portuguesa.

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Origem histórica


Amor platónico

Relação afetuosa que exclui a atração sexual.

Origem: O termo amor platónico foi utilizado pela primeira vez no século XV, pelo filósofo neoplatónico Marsilio Ficino, como um sinónimo de amor socrático. Ambas as expressões significam um amor centrado na beleza do caráter e na inteligência de uma pessoa, em vez dos seus atributos físicos, e remetem-se ao laço especial de afeto entre dois homens, a que o filósofo grego Platão se tinha referido no seu diálogo O Banquete, exemplificando-o com o afeto que havia entre Sócrates e seus discípulos homens, em particular Alcibíades.

Vitória de Pirro ou vitória pírrica

Uma vitória obtida a alto preço, causando prejuízos irreparáveis.

Origem: Pirro, rei do Épiro e da Macedônia, era o general que comandou o exército grego, na campanha pelo controle da Magna Grécia. Após ter vencido a Batalha de Ásculocontra os romanos, em 279 a.C., com um número considerável de baixas, e ao ser felicitado pela vitória, teria dito: “Mais uma vitória como esta, e estou perdido”.

Erro crasso

Falha grosseira de planeamento, com consequências trágicas.

Origem: Marco Licínio Crasso era um aristocrata, general e político romano, que comandou a vitória da batalha da Porta Colina e esmagou a revolta dos escravos liderada por Espártaco. Em campanha contra os partos, porém, apesar da enorme superioridade numérica de seu exército, sofreu uma derrota estrondosa na batalha de Carras, em 53 a.C., em função de uma série de falhas táticas grosseiras. Mais de 20 000 soldados perderam a vida e cerca de 10 000 foram feitos prisioneiros; a cabeça e a mão direita de Crasso foram levadas ao rei parto, Orodes II.

Casa da Mãe Joana

Lugar desorganizado, onde todos podem entrar, sem cerimónias de maior.

Origem: Joana I de Nápoles, rainha de Nápoles e condessa de Provença no século XIV, foi acusada de participar no assassinato do marido e precisou de passar algum tempo refugiada em Avinhão. Durante este período aprovou um decreto que regulamentava os bordéis da cidade, incluindo um artigo que dizia: “- et que siegs une porto… dou todas las gens entraron.” Ou seja, … e que tenha uma porta por onde todas as pessoas possam entrar.
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