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Como ficarão as cidades se o planeta aquecer 2°C

A Ponte Westminster ficaria inundada, a baixa de San Francisco desapareceria e o Pentágono reduzia-se a uma ilha. E são apenas 2°C.

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Como ficarão as cidades se o planeta aquecer 2°C
Como ficarão as cidades se o planeta aquecer 2°C

Como ficarão as cidades se o planeta aquecer 2°C

De nada nos servirá o Acordo de Paris se os níveis de emissões de dióxido de carbono continuarem ao ritmo em que estão atualmente, poluindo a atmosfera com gases com efeito de estufa, avisam os cientistas.

Muito em breve mais de 275 milhões de pessoas terão de sair das casas que construíram em cidades costeiras para dar lugar ao avanço devastador da água dos oceanos. Os efeitos vão sentir-se na pele de quem mora em regiões urbanas próximas ao mar, o que corresponde a metade da população mundial.

Um aumento da temperatura média global de apenas 1,5°C é o suficiente para fazer desaparecer grandes zonas das cidades como Sidney, Londres ou Nova Iorque. E quase toda a costa portuguesa estaria em perigo.

Este cenário é real e o novo projeto da Climate Central, uma organização científica que se juntou ao The Guardian e ao artista visual Nickolay Lamm, provam-no. O projeto surgiu para descobrir como seriam 21 cidades do mundo caso o aquecimento global fosse de entre 2°C e 4°C em relação à temperatura atual do planeta, fazendo aumentar o nível da água do mar.

As imagens criadas podem ser a realidade que teremos dentro de apenas 13 anos, em 2030, alerta a Climate Central: é que julga-se que, por essa altura, o número das inundações devastadoras já tenha mais do que duplicado. E isso é mesmo muito: desde 1880 até agora, o nível médio da água do mar já aumentou quase 20 centímetros. E a situação só tende a piorar.

O que a Climate Central fez foi juntar duas fotografias de cidades icónicas como Xangai, Bombaim ou Rio de Janeiro para mostrar aquilo que estamos a enfrentar. Num primeiro álbum, a organização comparou o estado atual dessas cidades com o estado em que ficariam se o aquecimento global fosse de 2°C em relação à temperatura registada agora.

Num segundo álbum, comparou-se o cenário das cidades perante um aquecimento global de 2°C com o estado das mesmas cidades se esse aquecimento fosse de 4°C. De acordo com as explicações de Benjamin Strauss, líder do projeto, a meta dos 2°C foi escolhida porque, segundo os cientistas, esse é “o limite máximo para que o aquecimento global não cause alterações catastróficas”.

A Climate Central prepara-se para disponibilizar mais imagens de cidades costeiras (para já, nenhuma cidade portuguesa faz parte dos exemplos deste projeto) que vão sofrer com o aumento do nível médio da água do mar.

Veja nas imagens a seguir o antes e o depois:

Mar-a-Lago

sealevel.climatecentral.org – Nickolay Lamm / Climate Central

Mar-a-Lago, o resort de férias de Trump e Monumento Histórico norte-americano em Palm Beach (Flórida) se o planeta aquecer 2ºC.

sealevel.climatecentral.org – Nickolay Lamm / Climate Central

O mesmo local caso o aquecimento global aumente a temperatura do planeta em 4ºC.

Touro de Wall Street

sealevel.climatecentral.org – Nickolay Lamm / Climate Central

O Touro de Wall Street, a escultura de bronze situada em Bowling Green, Manhattan, na cidade de Nova Iorque (EUA), se o planeta aquecer 2ºC.

sealevel.climatecentral.org – Nickolay Lamm / Climate Central

O Touro de Wall Street se o planeta aquecer 4ºC.

(cont.)

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