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Colhões de São Gonçalo: origem e a secreta receita

Um doce fálico ao qual chamaram Colhões de São Gonçalo – uma ousadia herege que tem mais que se lhe diga. Conheça a sua origem e a secreta receita.

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E começaram a honrá-lo com um símbolo tão antigo quanto a existência humana, o falo, que aqui é feito com a originalidade da doçaria tradicional, e ao qual passámos a apelidar, muito graficamente, de caralhinhos ou colhões ou ainda quilhõezinhos de São Gonçalo.

Em Junho, uma das duas vezes do ano em que é celebrado – a outra é a 10 de Janeiro, data da morte do santo -, estes pénis de açúcar eram cozinhados numa espécie de oferenda ao santo.

Em paralelo, os rapazes ofereciam-nos às raparigas, numa espécie de engate pouco subtil. E lá está Junho, o mês em que o sol está na sua máxima força no hemisfério norte, a ser alvo de devoções ao brotar da natureza.

A sua massificação só se deu posteriormente, depois de passado o período de censura a que o regime salazarista o votou, quando começaram a ser fabricados de forma mais industrial. Hoje, encontramo-los em quase todos os cafés de rua da zona histórica de Amarante.

Há poucos anos, num projeto de divulgação à gastronomia amarantina construíram um enorme doce com cerca de 21 metros de comprimento.

A secreta receita dos Doces Fálicos

Não existe uma, mas sim várias receitas. Culpa de uma terra que, através dos mosteiros – sempre foi dada à invenção e reinvenção da doçaria regional. Quem o produz é relutante em dizer mais do que os ingredientes principais.

Parece que o único padrão que conseguimos encontrar é no uso de certa matéria-prima: açúcar – grosso e fino -, farinha, manteiga, e os indispensáveis ovos.

Sem nunca ter visto tal coisa ser feita, presumo que se prepare o açúcar com água e depois se juntem os ovos – provavelmente mais gemas que claras.

Coisa simples de fazer, embora se conte que o segredo está no tipo de massa usada. A cobertura açucarada é feita no final, pincela-se primeiro com açúcar quente, e os pós de açúcar frio vêm depois. Algumas versões contam ainda com recheio interior.

Pode ter diversos tamanhos.

Fonte: portugalnummapa
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