As conversas da bola

Na minha opinião, este desgaste, com o nível do debate de todos os envolvidos a chegar a este estado, vai condenar o grande negócio do futebol.

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O desporto é muito, muito mais que futebol, daquele que se joga com insultos, ameaças, claques que deixam marcas de violência perante dispositivos policiais musculados e prontos a reagir, com muita força, à fúria daqueles seres, a quem chamam adeptos. As televisões e a imprensa gastam rios de tempo com as tricas desta “coisa” a que chamam desporto, com cenas hilariantes de comentadores que transformam espaços de canais de informação, em produtos pouco dignos do pior da televisão tabloide.

A fórmula é barata, tem garantido audiências, mas acaba por descredibilizar a verdade do jogo e destruir os princípios do desporto. Na minha opinião, este desgaste, com o nível do debate de todos os envolvidos a chegar a este estado, vai condenar o grande negócio do futebol. Será uma questão de tempo e ninguém se juntará a uma coisa assim.

No nosso olhar para o desporto, para aquele onde medimos o mérito, seguimos as emoções, entramos na corrida ao lado dos nossos atletas, falta tempo nas televisões e nos jornais. Parece que não vivem aqui, onde ao fim de semana milhares de pessoas fazem caminhos na montanha, em corrida ou nos trilhos de BTT, onde há campos de Rugby, repletos, a seguir os jogos onde os meninos aprendem a ser homens. Nos ringues onde se fazem brilhantes jogadas de patinagem num desporto que até já foi rei em Portugal. Nas serras, onde vai começar um dos mais competitivos campeonatos de Ralis de sempre em Portugal. Isso não chega a ser notícia, porque estamos entretidos com a conversa de bola, sem bola.

Há uma vincada divergência entre a realidade e este mundo que nos entra em casa… é o que me parece, mas posso estar muito enganado.

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