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As 3 Histórias mais Misteriosas de Braga

Fundada como Bracara Augusta, no tempo dos romanos, muitas são as histórias criadas em volta da cidade que ainda hoje despertam a curiosidade de muitos.

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As 3 Histórias mais Misteriosas de Braga
As 3 Histórias mais Misteriosas de Braga

As 3 Histórias mais Misteriosas de Braga

Braga

Dois milénios de história tornam Braga uma das cidades mais antigas de Portugal.

Fundada como Bracara Augusta, no tempo dos romanos, ao longo destes tempos, muitas são as histórias, lendas e mitos criados em volta da cidade que ainda hoje despertam a curiosidade de muitos.

1 – A história dos Galos Casamenteiros

Igreja de Santa Cruz

Quem passa pelo Largo de Sta Cruz depara-se diariamente com pessoas paradas, nariz virado para o ar, em frente à fachada da Igreja de Santa Cruz. Contudo, o que poderia parecer um comportamento pouco normal e até perigoso face aos nossos amigos voadores, tem uma explicação bem simples e romântica.

Segundo reza a história, existem três galos na fachada barroca da igreja e a “moça casadoira” que os encontrar, tem casamento assegurado em breve.

Igreja de Santa Cruz

Contudo, não se pense que a tarefa é assim tão fácil. Se os dois primeiros galos são “canja”, a descoberta do terceiro é um quebra-cabeças “Einsteiniano”. O processo pode ser moroso e até frustrante.  Mas essa dificuldade não é vista como um fator dissuasor mas antes um requisito que antecede o matrimónio.

2 – São Longuinho de Braga

Estátua de São Longuinho

As histórias e tradições que têm em comum a figura de São Longuinho são muito variadas.

Alguns referem que São Longuinho foi um dos soldados que presenciou a crucificação de Jesus Cristo e que, perante esse episódio, se decidiu converter. Na tradição popular, (ao ponto de já ter merecido um sketch do grupo humorístico brasileiro Porta dos fundos) o S. Longuinho é invocado aquando da necessidade de auxilio na procura por objetos perdidos. Para a cidade de Braga, a estória “que nos traz cá hoje” é outra.

A Lenda

Estátua de São Longuinho

Segundo reza a lenda, Longuinhos, um lavrador abastado e com grande reputação, residia nas redondezas da cidade de Braga. Quando passava cavalgando, fazia com que todos o olhassem, intimidando os homens e apaixonando as mulheres, principalmente as jovens donzelas à procura de um excelente partido.

Apesar de toda a atenção, nenhuma lhe despertava particular interesse até ao dia em que conheceu Rosinha, uma bonita donzela filha de Pedro, um lavrador materialista. Perdido de amores, Longuinhos, não teve meias medidas e decidiu pedir a jovem em casamento, na esperança de viver um casamento eterno e feliz.

Porém, o coração de Rosinha já pertencia a outro rapaz, Artur, que diante do altar do Bom Jesus, lhe havia prometido casamento.

Com receio de perder o bom negócio, o Pai de Rosinha, rude e sem escrúpulos, arranjou forma de aterrorizar a filha, de tal forma que esta acabou por ceder.

Durante noite e dia, sempre muito chorosa, Rosinha orava e apelava no seu quarto a São João: “Oh meu bom, meu querido, S. João, salva-me, por favor! Faz um dos teus milagres! Ficar-te-ei eternamente grata!”.

Muitos dias de choro, orações e penar, Rosinha ouviu uma voz que lhe disse: “Eu conseguirei que não faltes ao juramento que fizeste”. Ao mesmo tempo, a mesma voz terá sussurrado a Longuinhos apelando à sua compaixão pela felicidade de Rosinha.

Longuinhos acedeu e disse a S. João que se Rosinha amava outro jovem, ele não tinha o direito de destruir a felicidade do casal. Além disso acrescentou: “Se me consentes, São João, eu próprio serei o padrinho desse casamento! Sei que precisam de um bom começo de vida e eu encarregar-me-ei disso. Quanto ao meu amor, cá o entreterei até que se desvaneça”.

De imediato, o Santo avisou Rosinha que estava na hora de começar a preparar a sua boda com Artur, pois padrinho já tinha. Quem ficou a perder, foi Pedro, que num ato egoísta, quase tinha conseguido trocar a felicidade da sua filha pelo seu bem-estar.

Assim, a figura de Longuinhos também vive na estátua de S. Longuinho, e simboliza o altruísmo e o triunfo, contra tudo e contra todos, do Amor verdadeiro.

Durante a festa de São João, muitas raparigas “namoradeiras” andam à volta de uma estátua de S. Longuinho, no Bom Jesus, ao mesmo tempo que proferem determinadas orações com o objetivo simples de apressarem o seu casamento.

A Estátua

Estátua de São Longuinho

No cimo do Bom Jesus, encontra-se a estátua de S. Longuinho, datada do ano de 1819. Esta estátua equestre, em pedra de granito sobre um pedestal, do escultor Pedro José Luís, é única em Portugal e muito rara no mundo.

Por isso, acreditando ou não em lendas e histórias antigas, se quer tanto casar já sabe: dê umas “voltinhas” na estátua do Longuinhos.

(cont.)

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