A propaganda e o jornalismo

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Ontem a alegada ameaça do estado islâmico a Portugal foi notícia, com os jornalistas a assumirem que se tratava de uma mensagem, num site de propaganda, cuja autenticidade não podia ser confirmada em absoluto. No fundo, que era propaganda, daquela que não se sabe de onde vem, mas lá está alguém a amplificar. Vivemos dias muito complicados na Europa e neste nosso mundo, com os terroristas a utilizaram todos os meios para nos infernizar e certamente agradecendo esta ajudinha que lhes vamos dando, de borla e em horário nobre, ao divulgar o que eles colocam no meio da propaganda que faz parte da guerra.

Adiamos a reflexão na classe sobre o nosso papel nestes cenários, a força que devemos dar às imagens e às mensagens, o dever de não sermos nunca instrumentos de propaganda de ninguém, mas lá apareceu a mensagem, com maior ou menor destaque, mas apareceu e assustou muitos dos confiam na nossa seriedade e rigor no papel fundamental de mediadores. Ao escrever sobre isto, e ao ter falado sobre esta propaganda ontem no Jornal 2 com o Felipe Pathé Duarte, estarei também a embarcar no mesmo, mas não consigo deixar de fazer mais um alerta para a urgência de pensarmos seriamente no nosso papel e na qualidade da informação que estamos a praticar. O jornalismo só terá futuro com credibilidade e muito rigor. Morreremos no dia em que as pessoas deixarem de acreditar naquilo que lhes contamos todos os dias.

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