A invasão

Para onde vai a Europa? Como diz Hollande, estamos já em guerra. Talvez a guerra mais subtil que se possa imaginar. O que vejo, na sua crueza, é perturbador.

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Como diz Hollande, estamos já em guerra. Talvez a guerra mais subtil que se possa imaginar. A manipulação de factos a favor de uma teoria aceitável ou anti-democrática, existe desde que há cinema. Sendo uma pessoa ligada ao cinema, sei que é possível a manipulação das imagens e das palavras. Sei como Leni Riefenstahl defendeu com os seus filmes o regime nazi, por exemplo. Como Michael Moore ataca e teoriza politicamente nos seus filmes. As imagens falam, sobretudo quando têm um alto grau de veracidade.

Por mero acaso, vi um dos filmes no Facebook que nos aparece apenas porque alguém o partilhou. É anunciado como “o verdadeiro filme de terror” e está na página Politically Incorrect de 10 de Novembro 2015. E confesso que ainda hoje me deixa a pensar. No filme, é tudo uma visão dantesca dos motivos por trás da corrida de refugiados para a Europa. Vêm para conquistar – a mensagem é inequívoca – para islamizar, para destruir toda uma civilização ocidental feita de brandura. Enquanto as televisões nos martelam com imagens que suscitam uma saudável piedade e desejo de ajudar, este filme vem em contra-corrente levantar questões poderosíssimas.

Vemos a nossa deputada europeia Ana Gomes a chamar racista a alguém que acha que é preciso prudência no acolhimento. Mas depois há inúmeras imagens da massa de gente que chega à Europa, e em que há homens jovens a mais. “Um verdadeiro exército invasor de homens bem constituídos“, diz o filme, em relação ao número de mulheres, crianças e velhos. Esta desproporção do número de homens pode ter a ver com a sociedade muçulmana mais radical em que a mulher fica tradicionalmente em casa e os homens é que levam o pão para casa.

Mas o filme não fica por aqui. Que dizem muitos dos homens que vemos nas imagens, alguns até rindo? Que vieram para tomar conta da Europa. Se até as mulheres europeias não querem ter filhos e eles têm sempre 4-5 filhos, daqui a uns tempos serão poucos os naturais destes países que os recebem. Como se faz isso? Ataquem-se as mulheres, faça-se a miscigenação à força, faça-se a islamização total em breve. Simples. Vejam-se então as imagens dos ataques sexuais de Ano Novo em Colónia e noutras cidades europeias. Vejam-se as declarações do imã de Colónia a dizer que “elas mereciam porque estavam semi-nuas e com perfume”…

Quem tem razão? Os humanistas, os cristãos caridosos, os defensores dos direitos humanos? Ou os xenófobos, nazis direitistas e cruéis que não se deixam comover com as imagens dos mortos nas praias da Grécia? Essa gente que chega aos milhares, vêm só para fugir da guerra, (e esses são os verdadeiros refugiados), para encontrar uma vida melhor para a família ou há outros objectivos verdadeiramente monstruosos? Pode acontecer que o que estamos a fazer à Europa em nome dos Direitos Humanos dos refugiados, arrisque até a existência desses mesmos direitos. E a regressar à barbárie. A instalação do medo faz parte dessa estratégia, dizem. E ninguém está a salvo. Podem duas civilizações conviver em paz como até há pouco tempo? Este será, sem dúvida, o grande desafio da Europa para a próxima década.

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