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A história do negócio do bacalhau

Os Vikings descobriram-no e Portugal, o maior consumidor europeu de bacalhau, contribuiu para dá-lo a conhecer ao mundo. A história do negócio do bacalhau.

A história do negócio do bacalhau
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A história do negócio do bacalhau

Os Vikings descobriram-no e Portugal, o maior consumidor europeu de bacalhau, contribuiu para dá-lo a conhecer ao mundo. A história do negócio do bacalhau.

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Embora seja bastante admirado noutros países (especialmente pelos do Mediterrâneo), é Portugal o maior consumidor europeu de bacalhau.

Nem mesmo a Noruega, o principal negociante de bacalhau (e particularmente, principal exportador deste peixe para Portugal), sabe apreciar tanto gastronomicamente esta iguaria.

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O bacalhau terá sido descoberto pelos Vikings, sendo transportado nos seus barcos dragão.

Seca de bacalhau, Aveiro – A história do negócio do bacalhau

Mais tarde, os bascos passaram a comercializar, a secar e a salgar o bacalhau, técnica que passou a chegar a vários pontos litorais da Península Ibérica. O seu consumo no continente europeu era já bastante frequente um pouco por toda a Europa no século XV.

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Henrique VIII – A história do negócio do bacalhau

A chamada Terra Nova foi descoberta oficialmente, em 1497, através do italiano Giovanni Caboto (designado de John Cabot) que estava ao serviço do rei britânico Henrique VIII.

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Giovanni Caboto (John Cabot) – A história do negócio do bacalhau

O objetivo era encontrar a rota do Oriente, mas tinha ordens para fixar a bandeira britânica em qualquer território que fosse descoberto.

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O explorador fez saber ao seu rei que ali existia peixe em quantidades inimagináveis. Portugueses, espanhóis e franceses, ao terem conhecimento desse fato, prepararam o ataque aos mares do norte.

No caso de Portugal, a primeira captura terá decorrido em 1550, envolvendo 150 veleiros que saíram de Aveiro. 

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Filipe II – A história do negócio do bacalhau

Por ordem do rei Filipe II, a exploração do bacalhau foi proibida. Os portugueses só voltaram a esta prática no final do século XIX.

Todos os equipamentos, conhecimentos, trabalhadores e os chamados dóris, que eram pequenos barcos usados para a pesca em mares agressivos, chegavam de Inglaterra.
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Mas os europeus passaram a expandir os seus horizontes na caça ao bacalhau.

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Esta carta data de 1546 e mostra a Terra Nova, que os portugueses consideravam sua. Estabeleceram pequenas povoações em terra, durante os meses quentes.

Destino seguinte: América do Norte. Inicialmente fizeram-se explorações tímidas, mas depois começaram as colónias de pescadores. O que conhecemos hoje como Estados Unidos teve como lucro inicial o bacalhau.

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Klippfish, Noruega – A história do negócio do bacalhau

De acordo com a revista Marketing Y Cultura “a primeira fábrica de transformação de bacalhau foi fundada em 1690 por um holandês, Jappe Ippes, em Kristiansund, na Noruega, que veio a ser o maior centro de comercialização em Klippfish, como era ainda chamado o bacalhau, visto que era seco nas rochas”.

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O “Creoula” efetuou 37 campanhas até 1973 e chegou a pescar 600 quintais de bacalhau num só dia, o que corresponde a cerca de 36 toneladas, uma média de 660 kg por cada pescador.

Existiram várias guerras para dominar a exploração do bacalhau. A mais recente remonta à década de 70 do século XX, entre a Islândia e o Reino Unido. Contudo, durante muito tempo, com maior ou menor dificuldade, foram os portugueses uma vez mais os senhores do mar.

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Auguste Escoffier – A história do negócio do bacalhau

bacalhau não é português, mas é como se fosse. Está enraizado na nossa gastronomia. Algumas celebridades reconheceram esse fato claramente.

Auguste Escoffier, chefe de cozinha francês, em 1903 chegou a referir que se o bacalhau é hoje conhecido e admirado em vários países, isso deve-se aos portugueses.

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Eça de Queirós com os 2 filhos mais velhos Jose Maria e Maria – A história do negócio do bacalhau

O “nosso” escritor Eça de Queirós revia-se na cultura francesa, mas existiam dois aspetos em que considerava ser tipicamente português: o fado e o bacalhau.

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Gil Eanes – A história do negócio do bacalhau

Em 1955, aproveitaram-se as comemorações dos 500 anos de boas relações entre Saint John (capital de Terra Nova e do Labrador do Canadá) e Portugal para estrear o super navio/hospital feito em Viana do Castelo, o Gil Eanes. No entanto, aproximava-se o fim das grandes pescas portuguesas a grandes distâncias.

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Para além da emigração, existia uma remuneração mais atrativa nas fábricas nacionais e a pesca começava assim a perder força. Ainda se criou entre 1961 e 1971 uma medida legal para fugir à guerra colonial: trabalhar na faina. Em 1971 deu-se a última “visita” portuguesa à Terra Nova.

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Para a história ficam também relatos nacionais e internacionais dos pescadores portugueses.
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Autor: João Mendes
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