A democracia e a Europa

A semana voltou a ser cheia de interesse no debate sobre o equilíbrio entre a democracia, a escolha dos povos, e as imposições dos tecnocratas de Bruxelas.

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Assistimos às afirmações do comissário Pierre Moscovici, sobre a necessidade imediata de Portugal aplicar medidas de austeridade para corrigir um orçamento, que ainda nem sequer está aprovado. Mesmo sem conhecer a eficácia das contas de António Costa, o comissário era claro, tratando Portugal como uma coisa menor a quem iria levar um corretivo logo na semana seguinte. O mesmo comissário, logo no dia a seguir, corrigia a afirmação, indo depois a Lisboa, para ser ainda mais vago…

Afinal a Europa espera, em Abril ou Maio, haverá propostas de Portugal para o plano de estabilidade e novas reformas, fazendo-se nessa altura uma avaliação do desempenho do orçamento, que já estará então em vigor. Na tomada de posse e depois no encontro com o corpo diplomático, Marcelo Rebelo de Sousa lembrou a história de Portugal, e o papel que teve no mundo, desafiando os Portugueses a deixarem de lado a descrença e a embarcarem numa nova era de desenvolvimento. No mesmo dia, o Banco Central Europeu cortou as taxas de juro e anunciou um inédito plano de incentivo ao crescimento da economia europeia.

Esta Europa continua a ter várias estratégias e a deixar as ideologias superarem a vontade dos povos e o trilhar de caminhos alternativos. Na encruzilhada, se o plano do BCE começar a resultar, as contas de António Costa poderão estar certas e Portugal e a Europa poderão mesmo deixar as velhas e falhadas receitas de austeridade, que tem resultado no que vivemos aqui nos últimos anos.

Marcelo pode ter razão e os Portugueses com uma outra atitude poderão vencer mais esta dificuldade, mostrando que, afinal, há outro caminho.

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