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A Boca do Inferno, Cascais

Um dos pontos de visita mais famosos de Cascais é a Boca do Inferno, trata-se de uma formação única nas rochas à beira do oceano.

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A Boca do Inferno, Cascais
A Boca do Inferno, Cascais

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A Boca do Inferno, Cascais

A Boca do Inferno, Cascais

Um dos pontos de visita mais famosos de Cascais é a Boca do Inferno, trata-se de uma formação única nas rochas à beira do oceano.

Acredita-se que antigamente este local era uma gruta que com o tempo e a força do mar acabou cedendo e deu origem ao cenário como é conhecido hoje.

Atualmente, a Boca do Inferno é uma cavidade a céu aberto, com uma espécie de arco por onde entra a água do mar.

A Boca do Inferno, Cascais

Em dias de mar mais agitado pode ouvir-se o som da água a golpear as rochas, um barulho tão único que faz analogia ao nome do local.

Ao chegar à Boca do Inferno é possível contemplar a beleza do lugar de cima, no entanto também há um caminho que leva ao outro lado do “arco” da cavidade, por onde entra a água.

Este local é já muito próximo da água e é possível daí apreciar a vista de toda a costa rochosa.

A lenda da Boca do Inferno

Onde se conta a história de um amor impossível entre um cavaleiro e uma bela jovem, mas também da vingança de um feiticeiro ciumento.

A Boca do Inferno, Cascais

Lá para as bandas de Cascais terá vivido em tempos, num grande castelo, um homem poderoso dotado de poderes de magia maléfica.

Habituado a tudo ter, decidiu um dia casar-se sem demora. Orgulhoso e possessivo, não lhe servia qualquer uma. Só o melhor concebia. Para isso, consultou a sua lâmina mágica que lhe indicou onde poderia encontrar a joia de maior valor. E, imediatamente, mandou buscá-la.

A Boca do Inferno, Cascais

Quando a moça foi levada à sua presença, o mágico ficou atónito com a sua beleza perfeita e notando a indiferença com que o olhava, logo o acometeram os mais violentos ciúmes.

Desejoso de a manter só para a sua vista invejosa e colérico por não conseguir o seu apreço, encerrou-a numa torre inacessível, perto do mar e para a guardar como um tesouro destacou um fiel cavaleiro, que nunca a tinha visto.

A Boca do Inferno, Cascais

Isolados um do outro e de todos, a jovem e o guardião por ali ficaram, retidos naquele espaço, sem mais referência do que os barulhos da natureza e o ressoar dos seus pensamentos.

Nada de novo os perturbava, e o cavaleiro, nas inúmeras horas de ócio, divagava sobre a dama da torre, o seu aspeto e se estaria bem. Muito havia que especular acerca do assunto…

A Boca do Inferno, Cascais

Tão fundo lhe chegavam estas questões que tomou finalmente a coragem para abrir a porta e subir ao alto edifício.

Aí se encararam, pela primeira vez, estupefactos, prisioneira e carcereiro, tão próximos e tão distantes.

(cont.)

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