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7 gestos românticos do século passado

Os namorados trocavam bilhetinhos, falavam horas ao telefone (fixo) e dedicavam músicas na rádio. Relembre alguns dos gestos românticos do século XX.

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Dedicar uma música no “Quando o Telefone Toca”

O equivalente nos dias de hoje seria partilhar um videoclip do YouTube no mural do Facebook do/a namorado/a.

Mas, entre as décadas de 60 e de 80, tudo levava mais tempo: os apaixonados tinham de ligar para a rádio, “dizer a frase” do patrocinador (que funcionava como senha de acesso) e pedir uma música para dedicar à cara-metade.

O primeiro programa interativo da rádio nacional teve vários apresentadores, sendo o mais conhecido José Matos Maia, o mesmo locutor que recriou, em 1958, a invasão marciana relatada por Orson Wells em 1938.

O modelo de “discos pedidos” ainda perdura, sobretudo nas rádios locais, mas já não tem o mesmo impacto de quando ouvíamos este genérico:

Gravar uma cassete com as músicas mais românticas

Para os menores de 15 anos: isto era uma cassete e dava música (quando a fita não enrolava).
Para os menores de 15 anos: isto era uma cassete e dava música (quando a fita não enrolava).

Ficar a ouvir rádio com atenção, para carregar no REC assim que começasse a canção que nos interessava (e tentando que não ficasse a voz do locutor), ou copiar músicas a partir de um gira-discos ligado ao leitor de cassetes.

Assim se fazia um presente que era música para os ouvidos da pessoa amada. Os mais dedicados tinham como opção fazer um desenho nas costas do papel de capa, onde se escrevia também o alinhamento das músicas.

Fazer uma declaração nos “Pregões” do Blitz

A secção Pregões e Declarações do jornal Blitz foi palco de originais mensagens de engate.
A secção Pregões e Declarações do jornal Blitz foi palco de originais mensagens de engate.

O jornal de música nasceu em 1984 (tendo passado a revista em 2006), e um ano depois ganhou uma secção destinada a mensagens pessoais sem filtro, que incluíam as que eram dedicadas “à paixão de uma noite, uma tarde ou de toda a existência, que se apercebeu fugazmente e nunca mais se viu”, assim dizia o cupão onde cada jovem podia inscrever até 30 palavras.

Os tempos já eram outros e a linguagem sexual foi ficando cada vez mais explícita, mas a ideia de enviar pelo correio uma declaração ao apaixonado não deixa de ser muito à moda antiga.

Dançar um slow numa matiné

As matinés das discotecas eram a ocasião para os primeiros “amassos”.

Antes de terem idade para sair à noite, os adolescentes “iam a jogo” à tarde, nas matinés que muitas discotecas faziam ao fim de semana.

Em Lisboa, era o caso da Acapulco (depois Crazy Nights), das Caves Mundial ou do Loucuras. Rapazes e raparigas dos liceus vestiam as suas roupas mais caprichadas e esperavam pelo melhor slow para dar o primeiro beijo.

Por vezes, no fim de um período de aulas, as matinés eram na própria escola, com a sala de convívio transformada em discoteca e as janelas tapadas por cartolinas pretas para ficar mais escuro.

Autor: Tiago Tavares
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