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7 gestos românticos do século passado

Os namorados trocavam bilhetinhos, falavam horas ao telefone (fixo) e dedicavam músicas na rádio. Relembre alguns dos gestos românticos do século XX.

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7 gestos românticos do século passado
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7 gestos românticos do século passado

Não é preciso recuarmos até ao tempo em que as meninas namoravam à janela e os rapazes lhes dedicavam serenatas.

No último terço do século passado, aqui tão perto, os namorados gozavam já de uma maior liberdade de movimentos, mas a forma como partilhavam o seu amor, aos olhos de hoje, mantinha uma enorme candura.

Aqui ficam alguns desses gestos inocentes dos apaixonados de antigamente.

Encher cadernos com os cromos da coleção “Amor É”

O casal de Amor É, ele de cabelo preto e ela de cabelo louro, eram quase sempre representados nus mas sem sexo à vista.
O casal de Amor É, ele de cabelo preto e ela de cabelo louro, eram quase sempre representados nus mas sem sexo à vista.

A neozelandesa Kim Corne começou por fazer estes desenhos como recados de amor que deixava ao seu futuro marido, Roberto Casali, nos sítios mais inesperados.

A série “Love Is…” ganhou depois vida em livros e em tiras de BD nos jornais, rendendo milhões à sua criadora. Em Portugal surgiu nos anos 70, em forma de caderneta de cromos, cartões e papel de carta. E os cromos iam com frequência parar à capa dos cadernos e dossiês das meninas apaixonadas.

Cantarolar a canção “Quando o Coração Chora”

A canção portuguesa mais ouvida em 1983 foi um dos presentes de eleição entre namorados nesse ano, com mais de 100 mil discos vendidos.

Imitando a voz do tenor Carlos Guilherme, aqui acompanhado por Júlia Gonçalves (o duo Romeu & Julieta), todos cantávamos “Quando o Coração Chora de Amor”, mas a letra correta era “Quando o Coração Chora é a Dor”.

A canção romântica era uma versão de “Save Your Love“, de Renee Renato, que também chegou ao primeiro lugar de vendas no Reino Unido.

Falar horas ao telefone… fixo

O Credifone era muito útil para telefonar à pessoa amada quando íamos de férias com a família.

É verdade que o telefone continua a ser um instrumento essencial entre namorados — o engate pode começar no Tinder, as combinações fazem-se por chat e o estado da relação é atualizado no Facebook.

Mas, até quase ao virar do século, o telefone servia apenas para falar. E ligar para casa da pessoa amada implicava fazer figas para que não fosse o pai cioso ou o irmão gozão a atender o telefone.

Quando não se queria que o resto da família ouvisse a conversa, ou um dos dois estava de férias em parte distante, a alternativa era comprar um Credifone e falar da cabine telefónica.

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