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60 erros mais comuns de português

Dar erros ortográficos pode ser desagradável. Veja os erros mais comuns de português e use esta lista como um roteiro para fugir deles.

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60 erros mais comuns de português
60 erros mais comuns de português - Photo by Kiwihug on Unsplash

60 erros mais comuns de português

Dar erros ortográficos pode ser desagradável mas não é uma fatalidade: é possível aprender e corrigir. No entanto, alguns erros, porque ocorrem com maior frequência, merecem atenção redobrada. Veja os erros mais comuns de português e use esta relação como um roteiro para fugir deles.

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60 erros mais comuns de português – Photo by Aaron Burden on Unsplash

– “Mal cheiro”, “mau-humorado”.
Mal opõe-se a bem; e mau a bom. Assim: mau cheiro (bom cheiro), mal-humorado (bem-humorado). Igualmente: mau humor, mal-intencionado, mau jeito, mal-estar.

2 – “Fazem” cinco anos. 
Fazer, quando exprime tempo, é impessoal: Faz cinco anos. / Fazia dois séculos. / Fez 15 dias.

3 – “Houveram” muitos acidentes.
Haver, como existir, também é invariável: Houve muitos acidentes. / Havia muitas pessoas. / Deve haver muitos casos iguais.

4 – “Existe” muitas esperanças. 
Existir, bastar, faltar, restar e sobrar admitem normalmente o plural: Existem muitas esperanças. / Bastariam dois dias. / Faltavam poucas peças. / Restaram alguns objectos. / Sobravam ideias.

5 – Para “mim” fazer. 
Mim não faz, porque não pode ser sujeito. Assim: Para eu fazer, para eu dizer, para eu trazer.

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60 erros mais comuns de português – Photo by abednego setio gusti on Unsplash

6 – Entre “eu” e você. 
Depois de preposição, usa-se mim ou tiEntre mim e você. / Entre eles e ti.

7 – “Há” dez anos “atrás”.
Há atrás indicam passado na frase. Use apenas há dez anos ou dez anos atrás.

8 – “Entrar dentro”. O certo: entrar em.
Veja outras redundâncias: Sair fora ou para fora, elo de ligação, monopólio exclusivo, já não há mais, ganhar grátis, viúva do falecido.

9 – “Venda à prazo”.
Não existe crase antes de palavra masculina, a menos que esteja subentendida a palavra moda: Salto à (moda de) Luís XV. Nos demais casos: A salvo, a bordo, a pé, a esmo, a cavalo.

10 – “Porque” você foi? 
Sempre que estiver clara ou implícita a palavra razão, use por que separado: Por que (razão) você foi? Não sei por que (razão) ele faltou. / Explique por que razão você se atrasouPorque é usado nas respostas: Ele atrasou-se porque o trânsito estava congestionado.

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60 erros mais comuns de português – Photo by All Bong on Unsplash

11 – Preferia ir “do que” ficar.
Prefere-se sempre uma coisa outra: Preferia ir a ficarÉ preferível segue a mesma norma: É preferível lutar a morrer sem glória.

12 – O resultado do jogo, não o abateu.
Não se separa com vírgula o sujeito do predicado. Assim: O resultado do jogo não o abateu. Outro erro: O jornalista prometeu, novas denúncias. Não existe o sinal entre o predicado e o complemento: O jornalista prometeu novas denúncias.

13 – Não há regra sem “excessão”. O certo é excepção.
Veja outras grafias erradas e, entre parênteses, a forma correcta:
paralizar” (paralisar), “beneficiente” (beneficente), “xuxu” (chuchu), “previlégio” (privilégio), “vultuoso” (vultoso), “cincoenta” (cinquenta), “zuar” (zoar), “frustado” (frustrado), “calcáreo” (calcário), “advinhar” (adivinhar), “benvindo” (bem-vindo), “ascenção” (ascensão), “impecilho” (empecilho), “envólucro” (invólucro).

14 – Partiu “o” óculos.
Concordância no plural: os óculos, meus óculos. Da mesma forma: Meus parabéns, meus pêsames, seus ciúmes, nossas férias, felizes núpcias.

15 – “Arrenda-se” casas.
O verbo concorda com o sujeito: Arrendam-se casas. / Fazem-se consertos. / É assim que se evitam acidentes. / Compram-se terrenos. / Procuram-se empregados.

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60 erros mais comuns de português – Photo by Anastasia Zhenina on Unsplash

16 – “Tratam-se” de.
O verbo seguido de preposição não varia nesses casos: Trata-se dos melhores profissionais. / Precisa-se de empregados. / Apela-se para todos. / Conta-se com os amigos.

17 – Chegou “em” São Paulo. 
Verbos de movimento exigem a, e não emChegou a São Paulo. / Vai amanhã ao cinema. / Levou os filhos ao circo.

18 – Atraso implicará “em” punição.
Implicar é directo no sentido de acarretar, pressupor: Atraso implicará punição. / Promoção implica responsabilidade.

19 – Vive “às custas” do pai. O certo: Vive à custa do pai.
Use também em via de, e não “em vias de”: Espécie em via de extinção. / Trabalho em via de conclusão.

20 – Todos somos “cidadões”. O plural de cidadão é cidadãos.
Veja outros: caracteres (de carácter), juniores, seniores, pães, alemães, capitães, gangsteres.

(cont.)

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