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2018 será um ano de muitos terramotos?

Os resultados de estudos científicos noticiados pela comunicação social nem sempre correspondem às conclusões a que eles realmente chegaram.

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2018 será um ano de muitos terramotos?
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2018 será um ano de muitos terramotos?

Os resultados de estudos científicos noticiados pela comunicação social nem sempre correspondem às conclusões a que eles realmente chegaram.

Sempre que a terra treme em algum ponto do mundo, Rebecca Bendick sente-se dividida. Professora na Universidade de Montana nos Estados Unidos, Bendik estuda terramotos “do Montana aos Himalaias“, e portanto qualquer tremor é uma oportunidade para “saber um pouco mais sobre como a Terra funciona”.

Ao mesmo tempo, esse terramoto irá causar a morte ou o sofrimento de várias pessoas, e Bendik já viu desastres de dimensão catastróficas em número suficiente para não o esquecer.

“Uma coisa que as pessoas têm esperança de encontrar”, disse Bendick ao Washington Post, “é algum tipo de indicador para a sismicidade, porque isso dar-nos-ia um aviso acerca desses eventos”.

Prever um qualquer terramoto é impossível. Sabemos onde é mais provável que eles ocorram, já que sabemos quais as zonas geográficas que apresentam as falhas na crosta terrestre que os provocam, mas não há forma de saber quando um determinado terramoto terá lugar numa determinada região.

No entanto, em agosto, Bendick e o seu colega da Universidade do Colorado em Boulder, Roger Bilham, publicaram um estudo em que apresentavam uma “correlação” entre uma maior frequência de terramotos num determinado período de tempo e flutuações na rotação do planeta que, sugerem, poderá permitir aos cientistas prever em que anos a frequência de terramotos tenderá a aumentar.

Segundo o Post, Bendick e Bilham estudaram o registo de terramotos ocorridos ao longo de séculos, e encontraram vários “aglomerados” de terramotos de grande magnitude de três em três décadas, e procuraram depois identificar qual o mecanismo que poderia explicar tal coincidência.

A melhor hipotética explicação que encontraram residia na variação cíclica da velocidade de rotação da Terra, que de trinta em trinta anos desacelera (muito ligeiramente).

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