Início Histórias 10 superstições e a sua origem

10 superstições e a sua origem

As superstições estão tão enraizadas na nossa cultura que nos esquecemos de perguntar porque existem. São crendice popular e sem explicação científica.

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06. Ferradura da sorte

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A história mais conhecida da origem desta superstição dá crédito a São Dunstan, um bispo de Londres que foi, depois de morto, canonizado.

Dunstan recebeu a visita de um homem que lhe pediu para trocar as ferraduras do seu cavalo. Ele, no entanto, reconheceu que esse homem tratava-se do diabo. Dunstan então pregou ferraduras nos pés do próprio diabo. Com este agonizando em profunda dor, Dunstan fez um acordo: concordou em retirar as ferraduras, mas fê-lo primeiro prometer que jamais entraria qualquer lugar que tivesse uma ferradura pendurada na porta.

07. Gatos pretos dão má sorte

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Curiosamente, os gatos, pretos ou não, eram os “rock starts” do mundo animal no Egito antigo, tidos em alta estima e vistos como sinal de boa sorte. Matá-los era considerado um crime.

A “sorte” começou a mudar para os gatos pretos na Idade Média. Conta a história que um pai e um filho estavam a caminhar em Lincolnshire, na Inglaterra, quando um gato preto cruzou o caminho deles. Então eles decidiram atirar pedras ao gato, apenas por diversão. O gato fugiu e entrou na casa de uma mulher, que na época era suspeita de praticar bruxaria.

No dia seguinte, a dona da casa apareceu a mancar e ferida. Pai e filho acreditaram que aquilo era mais do que uma coincidência e foi aí que se iniciou o mito de que bruxas poderiam transformar-se em gatos pretos.

Assim, infelizmente, os gatos pretos passaram a ser vistos como símbolos do mal em algumas partes do mundo.

08. O número 13 dá azar

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Cerca de 10% dos americanos temem o número 13. Segundo pesquisas, isso chega a resultar em prejuízos de mais de 800 milhões de dólares para a economia, anualmente, já que as pessoas não marcam casamentos, viagens e algumas vezes nem vão trabalhar no dia 13. E não só, já que boa parte dos prédios nos Estados Unidos não têm um 13º andar.

A superstição pode ter múltiplas origens. Na mitologia nórdica, existe um conto onde 12 deuses foram convidados para jantar no Valhalla, a sala de banquetes de Asgard. Loki, Deus da trapaça, chegou sem ser convidado, como o 13º participante, arranjou confusão com todos e acabou por matar Balder, conhecido por disseminar a boa vontade e a paz.

Outra explicação coloca o número 12 como “culpado”, por ser considerado um “número perfeito”: o ano tem 12 meses, o dia tem dois períodos de 12 horas, 12 signos do zodíaco, 12 apóstolos, etc. O número 13 seria então apenas um renegado, sem utilidade, após o 12.

Além disso, Judas, como o 12º apóstolo, foi o 13º convidado para a Santa Ceia, e mais tarde seria o discípulo que traiu Jesus.

09. Trevo de quatro folhas

O trevo de quatro folhas é provavelmente um sinal de boa sorte simplesmente pela sua raridade na natureza. Um trevo, em geral, tem apenas três folhas, como o próprio nome indica – vem de “Trifolium”, que significa “três folhas”.

Além disso, o número quatro é um número de sorte em muitas culturas: temos 4 pontos cardeais, 4 estações do ano, 4 elementos da natureza (fogo, ar, água e terra), 4 fases da Lua, etc.

10. Pé de coelho como amuleto da sorte

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Esta é outra superstição que pode ter tido múltiplas origens. Acredita-se que na América do Norte a origem tenha sido um sistema afro-americano de magia, conhecido como hoodoo.

Não era qualquer pé de coelho que servia como amuleto para a magia. Na verdade, apenas o pé esquerdo de um coelho, morto com um tiro ou capturado num cemitério, serviria. Algumas fontes dizem que, além disso, o coelho precisa de ser capturado durante a Lua Cheia ou a Lua Nova, enquanto outras falam sobre ser capturado numa sexta-feira, ou sexta-feira 13.

Fonte: Discovery
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