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10 superstições e a sua origem

As superstições estão tão enraizadas na nossa cultura que nos esquecemos de perguntar porque existem. São crendice popular e sem explicação científica.

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10 superstições e a sua origem

Superstição é uma espécie de crendice popular que não possui explicação científica. As superstições são criadas pelo povo e costumam passar de geração para geração. Elas geralmente estão associadas à suposição de que alguma força sobrenatural, que pode inclusive ser de origem religiosa, agiu para promover a suposta causalidade.

Veja aqui a origem de algumas das superstições mais comuns:

01. Abrir o guarda-chuva dentro de casa dá azar

Existem algumas teorias sobre a origem dessa superstição. Uma delas aponta para o Egito antigo, onde apenas a realeza usava guarda-chuvas para se proteger do sol. Muitos acreditavam que o guarda-chuva era um instrumento de conexão dos faraós com os deuses e, portanto, abrir um guarda-chuva num lugar protegido do sol era considerado uma ofensa aos deuses.

Mas a teoria mais aceite é de que em Londres, no século XVIII, os guarda-chuvas feitos de metal eram um perigo para serem abertos em casa, dado o mecanismo mais rígido. Um guarda-chuva aberto, sem aviso, poderia aleijar uma criança ou até mesmo partir objetos sem querer.

02. Passar debaixo da escada dá azar

©Thinkstock

Existe uma explicação simples: a escada é símbolo da subida, da elevação e acesso social. Passar por baixo dela é afastar-se daquilo que progride.

Mas se prefere uma explicação mais histórica, é preciso voltar ao Egito antigo mais uma vez. Uma parede encostada numa parede forma um triângulo, uma forma sagrada para os egípcios. Passar por um triângulo seria como profanar essa imagem sagrada.

A superstição tem tanta força que, no século XVII, em Inglaterra, alguns criminosos eram obrigados a caminhar por baixo de uma escada antes do seu caminho para a forca.

03. Espelho partido, 7 anos de azar

©Thinkstock

A catoptromancia é o processo adivinhatório por meio de espelhos, que era comum na Grécia antiga. Um espelho era mergulhado na água e a pessoa era convidada a olhar a sua própria imagem nele. Se a imagem estivesse distorcida e não clara, era um sinal de risco de morte.

Os romanos mudaram um pouco a superstição. A imagem distorcida, como a de um espelho partido, indicaria então sete anos de má sorte, ao contrário da dura morte.

04. Bater na madeira para se proteger

©Thinkstock

Muito antes do cristianismo, as árvores faziam parte da mitologia e religião de muitas culturas. Alguns povos usavam árvores como oráculos e outros, como os celtas, tinham as árvores como as casas de espíritos e deuses.

Uma das origens sugeridas é de que as pessoas costumavam colocar as mãos nessas árvores para pedir favores ou orarem para esses espíritos, ou ainda depois de um episódio de boa sorte, como forma de agradecimento. Com o tempo, essa tradição transformou-se e deu lugar às batidas na madeira, ao invés de árvores.

05. Dizer “Deus te salve” depois de um espirro

©Thinkstock

Pode parecer normalíssimo para si, mas entenda que não há muito sentido em pedir uma bênção depois de um simples espirro.

O “culpado” por isso é o Papa Gregório, o Grande. No século 6, uma peste assombrava a Itália, deixando muitos mortos. Um dos primeiros sintomas da peste eram os espirros graves e crónicos. O Papa então ordenou que as pessoas orassem pelos enfermos e respondessem rapidamente a um espirro com o pedido de bênção.

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