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10 comidas que uma emigrante Portuguesa mais tem saudades

Quem emigra deixa para trás a nossa gastronomia, com todos os pratos que a caracterizam. As 10 comidas de que uma emigrante Portuguesa mais tem saudades.

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4. Marmelada

Marmeladas há muitas. Para os italianos, todas as compotas são marmelada. Para nós é estranho. É que marmelo há só um. E vai lá procurar marmelada por esse mundo fora. Há emigrantes com sorte, que emigram para países sul americanos, onde o “membrillo” faz parte da panóplia de compotas à disposição.

Há emigrantes com menos sorte, onde nem sequer o próprio do marmelo se encontra. E vamos outra vez explicando aos senhores do supermercado: é uma fruta, assim como a maçã, mas mais dura. Não se pode comer crua porque fica a boca encortiçada (não sei bem como traduzi encortiçada ao senhor do supermercado, mas fiz um gesto explicativo com a língua).

Não, não é dióspiro – também raro mas lá se encontra – e faz-se uma compota assim que se corta à faca… por esta altura já o senhor do supermercado pôs os olhos em bico. E lá voltamos nós para casa, sem marmelo, nem marmelada e com a vontade de a comer. E se para mais tivéssemos um belo requeijão?

3. Caracóis

Ah, pois é. Controversos. Dividem Portugal ao meio. No Norte dizem-se nojentos. No Sul são petisco. Seja como for, um bom caracol com uma “bjeca” fresquinha é uma iguaria que eu e muitos emigrantes gostaríamos de encontrar fora de Portugal.

É que caracóis não são bem os “escargot” (recheados e cenas). Os caracóis são um estado de espírito nacional. Vamos à caracolada depois da praia, com pão quentinho e manteiga que escorre pelos dedos.

Partilhados duma mesma travessa enquanto se discute que o Clube X compra os árbitros e que isso não pode ser porque o Clube Y já tinha comprado antes. Ou se discute a última gafe do político da ocasião.

Pois é. Os caracóis são nossos, como o fado e Fátima e deixam saudade ao emigrante. E vá-se lá explicar que nós comemos “snails” como eles comem “cacauetes”.

2. Pastelaria

Quando estamos fora de Portugal, uma das saudosas memórias é o Pastel de Nata. Aquela maravilha crocante por fora com um creme tão cremoso por dentro, que transforma ateus em crentes fervorosos. No entanto a saudade generaliza-se a outras iguarias de pastelaria.

É que em Portugal, não há só Pastel de Nata – que descanse no céu o seu criador. Também há o Travesseiro de Sintra, e as Queijadas do mesmo local,  o Palmier Recheado, o Rim (para mim, de chocolate), o Queque, a Bola de Berlim com creme, o Bolo de Arroz, a Trança, o Mil-Folhas e outros mais ou menos conhecidos: a Palma, a Tigelada, o Caracol as Castanhas de Ovo… enfim, todas aquelas doçarias pelas quais éramos capazes de vender a nossa tia quando estamos no estrangeiro.

É claro que há países que compensam na doçaria, mas até me apresentarem um bom Pastel de Nata, eu continuo na minha. E não há muffin ou brownie que nos acalme a saudade!

(cont.)

2 COMENTÁRIOS

  1. Num site de cultura é intolerável um título tão mal escrito e um texto com tantos “defeitos” de escrita.
    Vou continuar com atenção. Muita.

  2. Sò uma precisao: em italiano “marmellata” sò se usa para os citrinos (laranja, limao, tangerina, …).
    Para toda a outra fruta fala-se de “confettura”. E a marmelada é “cotognata”, o marmelo “mela cotogna”

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